domingo, 29 de outubro de 2017

Mais que amigas, somos FRIENDS


Escrevo hoje, ainda que a, aproximadamente, 6214 km, por uma razão ímpar, clarividente e de grande alegria, para falar sobre Amizade.
Em dezembro de 2013, oficialmente, foi marcado o início de um grupo que, a partir dali, se unificaria e se consolidaria como quando o pólen, que perdido e carregado pelo vento, encontra sua flor e assim conduz seu caminho e seu apoio para que possa crescer e dar continuidade à vida.
Eu gosto de um texto, cuja autoria não tenho certeza, mas creio que seja da Martha Medeiros, o qual diz que as pessoas entram na nossa vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida inteira"
Quando alguém entra por uma “Razão” é para suprir uma necessidade que você demonstrou, vem auxiliar em uma dificuldade para ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente, é como uma dádiva; mas que desaparece, some e até morre.
Quando alguém entra na sua vida por uma “Estação”, elas vem para dividir, crescer e aprender junto com você. É uma experiência de paz; ou simplesmente fazem você rir. Te dão oportunidade de experimentar coisas novas. Mas também desaparecem, somem.
Já os que aparecem por uma “Vida inteira” são aqueles que, não necessariamente estarão sempre ao seu lado, mas que deixarão em você lições , amores, sentimentos e sabores que formação seu emocional, é uma relação de clarividência.
Concordo com o texto, no entanto acho que falta uma quarta classificação, pois existe uma amizade de uma vida que se inicia por uma razão,  se consolida por uma estação e nos marca eternamente. 
Agradeço muito por poder ter experimentado essa amizade várias vezes na minha vida. Primeiramente com a minha família, depois no ensino médio, e agora na Universidade. Acho que poucas pessoas tem a chance de passar por isso e eu só tenho que agradecer.
A amizade de uma vida inteira, aquela que é verdadeira, é quando, mesmo longe, os pensamentos se conectam e quando você toma pra si a angustia do outro e diz “vamos levantar juntos”, é quando glorifica e fica verdadeiramente feliz com as conquistas do outro como se fossem suas.
Ainda que o nome do grupo o qual eu comecei o texto me referindo (Serpientes) seja um pouco sugestivo, embora significativo , o grupo de amizade que tenho hoje me ensinou a valorizar mais as pequenas coisas, a compreender que problemas tomam dimensões diferentes para cada uma, e que é preciso aprender a respeitar o que cada um sente. Ouvir o amigo e não julgá-lo pode ser mais importante, ou tão importante quanto, aconselhá-lo. Apoiá-lo, ainda que não concorde, e continuar lá quando as coisas dão errado sem falar um “eu te avisei demonstram a “Razão” consolidada pela “Estação” que torna uma amizade para a “Vida Inteira”.
Hoje, o que me motivou a escrever esse texto é o aniversário de uma amiga, uma pessoa maravilhosa, que não mede esforços, move céus e terra para ajudar todos aos seu redor, como pode e até como não pode; mas que ultimamente não tem passado por coisas muito fáceis em sua vida.
Recentemente, ao visitá-la, eu disse que tudo acontece por uma razão; e agora eu continuo o que disse afirmando que a partir do que nos acontece, o que podemos fazer é dar o nosso melhor e garantir que o amanhã seja diferente do hoje e do ontem. Se for preciso de uma mão para ajudar a levantar, estamos aqui; se for preciso de uma bengala para que você apoie todo seu peso e, assim, possa se erguer, podemos ser este apoio; se for preciso que eu chame um guindaste pra te levantar, “Estamos trabalhando” com isso também...
Enfim, tudo vai dar certo. Este é o nosso lema...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cheguei, Toronto

Lágrimas, abraços,  fotos, conselhos e 25 jovens embarcam rumo ao Canadá (Toronto e Quebec) buscando uma experiência e aproveitando uma oportunidade única em suas vidas. 3 meses imersos após serem arremessados em queda livre (obviamente metaforicamente falando) em outra cultura, rodeados de pessoas com hábitos diferentes 24h/dia.
Fizemos conexão em São Paulo. Corre que não vai dar tempo, segue o grupo. Pegue as malas, siga à Air Canada. Help me, a perna cansa. Mas quem liga? A gente tá indo pro Canadá.
Chegamos em Toronto. Sigam para a imigração
“Tallyta is a different and beautiful name. Ok! Thats ok. Thank you “
Ufaa.. foi muito simples. Ainda bem, por que não sei falar inglês. Lembra?
Hora de conhecer a homestay. Será que são legais?
Chego na homestay. Melhor do que isso, só dois disso. Atenciosos, cozinham bem, pacientes...  deu tudo certo.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Não quero me casar?


Desde pequenas somos acostumadas à ideia de brincar de casinha, cuidar da boneca (“Qual o nome da sua filha?!”), assistir aos clássicos da Disney (“Que princesa você é?!”), sonhar com um príncipe encantado que chegará num cavalo branco para nos livrar de todo o sofrimento e seremos felizes para sempre.

Quando você cresce, percebe que nem tudo é tão mágico e que, provavelmente, o príncipe encantado não vai chegar num cavalo branco. A grande questão é que a maioria das mulheres busca o “homem perfeito”, “o príncipe encantado”; mas, amiga, posso não ter muita experiência sobre o assunto, no entanto preciso te falar que príncipes tais quais os contos de fadas não existem.

Essa concepção de casamento como único objetivo da mulher vem mudando, ainda bem, e ratificando isso, temos os “novos” contos da Disney que mostram mulheres mais independentes, guerreiras, como a Valente, por exemplo.

Antes que me crucifiquem, não é que eu não queira casar, só não sonho com isso. Entristece-me pessoas vinculando o casamento a uma festa. E depois?! Nossa geração é imediatista e se algo está quebrado, apenas o trocamos, não o consertamos, e nos relacionamentos tem ocorrido a mesma coisa. São poucas as pessoas que tem o dom do diálogo, saber conversar, ceder, ouvir. E não é à toa que o número de divórcios aumenta a cada ano.
“Um casamento perfeito são duas pessoas imperfeitas que se recusam a desistir um do outro”
Acredito no casamento/relacionamento como uma parceria, em que pessoas se juntam para crescerem juntas, são como sócios. Certidão de casamento não é título de propriedade ou posse de ninguém. Amor, paixão não é obsessão. É muito fácil olhar uma pessoa por seus defeitos, mas é muito mais feliz amar por suas qualidades.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O inesperado pode ser bom



Tento ao máximo me organizar, planejar meu dia, minha semana, meu mês, mas sempre podem acontecer imprevistos. Coisas inesperadas acontecem o tempo todo e confesso que não sou muito receptiva a esse tipo de acontecimento, mas, para o que vou contar agora, acho que posso abrir uma exceção (kkkkkk), embora tenha tido que adiar meus planos para prova da OAB, monografia etc, no entanto, acho que vale a pena. Ô se vale!

Mãe! Pai! Família! Amigos! Vou passar três meses no Canadá!

Em 2009, 8ª série, estudava em uma escola reconhecida aqui em São Luís e decidi seguir os passos do meu pai e tentar o seletivo para o Instituto Federal do Maranhão. Me dediquei por 3 meses, horas de estudo diário, mesmo sob os protestos de alguns que julgavam que estava estudando demais. Sempre tive essa filosofia, se me proponho a fazer uma coisa, tento dar o meu máximo. E foi o que fiz. Passei e pude escolher qualquer dos cursos que a instituição oferecia e “Química, love you.. kkkk”. Foram 3 anos de estudo intenso, muito incentivo a meu desenvolvimento pessoal e acadêmico e no último ano, mais sacrifício ainda pra tentar conciliar com um curso pré-vestibular, visto que o IFMA não se preocupa tanto com essa parte. O foco é a vida profissional. Passei 10 meses, praticamente, saindo 6:30 de casa e voltando às 22 horas.

Podia ter ficado na escola em que estudava. Era a opção do meu pai na época, inclusive; mesmo que isso significasse um esforço muito grande pra ele. Mas fiz uma das melhores escolhas da minha vida, uma decisão que me abriu muitas portas e contribuiu significativamente para o que sou hoje. O IFMA é um lugar em que me sinto em casa, me sinto bem, acolhida.

Não falo isso pra me vangloriar, ou “me aparecer”, pelo contrário, falo para agradecer,  para mostrar que uma escolha pode ser um passo para coisas muitos maiores. Mas o que isso tem a ver, não mesmo?

Tem tudo a ver! É graças a essa escolha, ao IFMA e tudo que ele me fez buscar, inclusive por que não oferecia, por exemplo (kkk); a autonomia que a escola me dava, me fazia querer  sempre buscar as coisas por mim, ir atrás, pressionar,sem falar na minha família que sempre e apoiou, acreditou em mim (até mais que eu), que me possibilitou hoje estar cursando Direito na UFMA, e que, neste momento, me proporciona a oportunidade de participar de um dos programas mais inovadores e que estimula o aluno a dar o melhor de si sempre e nunca pensar baixo. Estimula o aluno a prospectar toda sua vida acadêmica e profissional, mas sempre buscando valorizar o seu lar, seu Estado ou cidade.

O programa Cidadão do Mundo, ao qual me refiro, é um programa que contempla alunos da rede universitária, entre 18 e 24 anos, que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas da rede pública ou entidades sem fins lucrativos, para fazer um intercâmbio de 3 meses a fim de aprimorar suas habilidades linguísticas em outros idiomas. No meu caso, o Inglês. Mas volta-se também ao retorno da experiência, pós-intercâmbio, à comunidade, em que nos é incumbida a tarefa de disseminar todo o aprendizado que teremos no exterior.

A ansiedade é enorme e espero que seja uma experiência maravilhosa!


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Raiva



Hoje, meu irmão chegou em casa já bem transtornado devido ao número de provas com alto grau de dificuldade que tem feito e começou a gritar descontroladamente comigo, berrando, proferindo palavras de baixo calão; tudo por que liguei pra ele e, segundo ele, poderia tê-lo prejudicado na prova. Em minha defesa, ainda não adquiri dons para ver através de bolas de cristal. Se seu irmão costuma chegar, no máximo, 18 horas e às 20h ainda não chegou, não viu a mensagem que você mandou às 17; a reação mais lógica é ligar, ainda mais que ele não avisou que a prova começava tarde, ou que poderia terminar tarde.
Sempre costumo falar que evito ficar mal-humorada ou estressada em determinadas situações, por que minha beleza é superior. Essa é uma verdade que embora nem sempre consiga cumprir, é um bom objetivo pra se ter no caderninho.
Saber separar suas raivas, tratá-las, moldá-las pode ser uma alternativa. É claro que existem momentos que não é possível deixar de sentir, mas não vejo necessidade de emitir essa raiva, descontar em terceiros.
A raiva é um sentimento que na maioria das vezes vem atrelada a uma ação desproporcional, a falas desarrazoadas e sem filtro e, a meu ver, se difere do mal humor. Existem pessoas que a sentem e conseguem aproveitar de sua raiva para tomarem medidas melhores e evoluírem; outras, se aproveitam da situação, esperneiam e sempre se acham no direito de gritar com qualquer pobre ser humano, ou não humano, que cruze seu caminho.
No entanto, o que quero demonstrar é que raiva é um sentimento pontual, que em dado momento se assemelha um balão que devido ao tempo já não mostra a mesma vivacidade que outrora tinha quando recém cheio; e que ao tentar estourar, você crava as unhas e aperta, nem sempre estoura de pronto, mas com um pouco mais de pressão, ele sucumbe e estoura. Estoura mesmo que haja uma criança que se assuste com o barulho e chore procurando o colo de sua mãe, por exemplo.
Não estou dizendo que devemos reprimir a raiva. Se ela existe, é por que há uma razão, ela é necessária para a nossa saúde emocional. O que estou querendo é provocar uma reflexão sobre como podemos tentar pensar antes da raiva nos levar a fazer coisas que possamos nos arrepender.

Love,                               
Tallyta

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Papo de Lince: Perda da Fé nas pessoas


Hoje, 01 de Fevereiro de 2017, aconteceu uma coisa bem chata. Meu irmão, muito coração mole que é, sempre que possível, quando uma pessoa bate à nossa porta pedindo comida, e não dinheiro, ele faz o possível para ajudar.
Hoje um rapaz pediu comida (como é muito comum aqui onde moro); com pena, ainda mais por que ele estava acompanhado de um filhote de cachorro, meu irmão deu comida ao rapaz e colocou um pouco de ração ao filhote. Minutos depois, eu já estava no quarto, quando começo a ouvir pessoas falando muito alto na rua, como se estivessem discutindo. 
Ao sair pra ver o que estava acontecendo, me deparo com a polícia abordando o mesmo moço na frente da minha casa. Segundo os policiais, ele era “arrombador de casas” e havia jogado pedra em uma loja de rede de “fast food” minutos antes à abordagem policial, além de ter invadido um restaurante que fica próximo uma semana antes. O policial informou que os delitos eram frequentes e ainda falou alto na rua, se dirigindo ao meu irmão, que não apareceu na porta, que “QUEM DÊ COMIDA A ELE QUE AGUENTE OS ASSALTOS DEPOIS”.
Detalhe: O cachorro que o acompanhava era cria da cadela que pertence ao meu vizinho, que o  rapaz havia acabado de furtar.
Depois do que ocorreu, percebi que meu irmão ficou muito triste e repetindo que ele ainda saiu como errado na história toda. Isso tudo me leva ao pensamento de que estamos perdendo a fé nas pessoas e a culpa é inteiramente nossa; dificilmente você acredita no próximo, mas a questão ainda pode ser mais delicada, pela simples razão de que não temos como saber o que passa no coração do outro. Está ficando cada vez mais difícil ser solidário, tentar ajudar o próximo, por que há muitas pessoas querendo tirar vantagem disso, se aproveitando do estado de vulnerabilidade comum a muita gente por aí.
Nós, as pessoas de bem, não conseguimos, eu particularmente, entender o que passa na cabeça de um assaltante, um homicida, um estuprador; mas o fato é a sensação de insegurança é constante por que a maioria dessas pessoas está solta por aí e nós ficamos trancados em casa atrás de muros, grades, cadeados, cercas elétricas e câmeras de vigilância.
Saio na rua com medo de ser a próxima vítima. Se percebo uma moto, bicicleta, ou pessoas suspeita se aproximando, já fico nervosa, com taquicardia, com aquela sensação de que todo o calor do meu corpo está se esvaindo, que vem do dedo do pé até o último fio de cabelo, procurando onde posso me esconder. Tudo isso em segundos; até que seja abordada e levem de mim o que conquistei, ou que meus pais conquistaram, com o suor de um trabalho digno, apenas com um simples comando e o levantar de braço apontando para mim um objeto de metal capaz de me calar, destruir vidas, derramar lágrimas e gerar revolta com único movimento do dedo indicador. A partir daí me questiono: Como as pessoas se tornam assim? Quão frágil é a vida humana? Como nos tornamos assim? Como nos tornamos pessoas desconfiadas, que “devem” ser egoístas e se preocupar apenas com o seu. E o outro?
Eu fico muito feliz em ajudar as pessoas, mas acabo ajudando os que eu conheço das necessidades, dos problemas, por que sempre fica aquela pulga atrás da orelha que te deixa na dúvida se você está sendo enganado, se aquela pessoa quer te machucar.

Perdemos a fé nas pessoas, é o que eu concluo. Seria tão mais simples viver sem essas desconfianças, mas também se fosse tão simples, não seria uma comunidade de seres humanos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Resenha: A geografia de Nós Dois

Autora: Jennifer E. Smith
Ano: 2016
Editora: Galera Records
Epub com 238p


“Queria que você tivesse aqui”


A HISTÓRIA....

 “Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram — presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em “A Geografia de Nós Dois”, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.


“Acho... que estamos no centro exato do mundo como um todo”


O QUE ACHEI...

Cheguei ao livro por uma indicação da Melinda (Youtuber) e confesso que esperava mais, mas é o que eu sempre digo, “Crie um gato, mas não crie expectativa”.
A história pra mim precisava de alguma movimentação, a descreveria como apática, muito linear. O início do livro te faz crer que a história vai ter muitas reviravoltas, emoções, mas não. Sem falar que a divisão dos capítulos não me agradou. Sinceramente, um capítulo com 5 linhas não pode ser a emoção de um livro. Além disso, os personagens não tem força, a meu ver, não é o tipo de obra que indicaria a leitura.
Em algumas resenhas as pessoas o descrevem como muito fofo, o que eu também não vislumbrei. A autora alterna as perspectivas pelos capítulos, mas não consegue criar uma conexão entre as partes, nem fazer com que me apegasse aos personagens, foi bem difícil concluir a leitura.
Enfim, não é um livro horrível, dá pra ler, mas não foi uma leitura prazerosa ou que eu repetiria.