segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Lugares bons e baratos para comer em Toronto


     Uma das maiores vantagens de estar em um lugar multicultural, como Toronto, é experimentar a comida dos restaurantes de qualquer parte do mundo.

     Desde que chegamos aqui, estamos tentando visitar o maior número de restaurantes possível, desde que seja barato e, por óbvio, de países diferentes. Sempre costumo pesquisar muito antes de visitar certos lugares, mas no quesito restaurante, fiquei um pouco desapontada com a carência de informações; assim, além dos lugares mais famosos, fomos descobrindo novos lugares que merecem serem compartilhados. Quando visitarem esses restaurantes, não esqueçam de me marcar no instagram (@_tallytaleite), ficarei super feliz.

     Falarei sobre os restaurantes em posts diferentes e depois faço um post juntando todos eles e os endereços

1. WAREHOUSE


    Um dos restaurantes mais legais, mas que ainda assim, poucos conhecem, é o El Furniture Warehouse. O meu favorito fica localizado na 410 Bloor Street e é uns dos restaurantes parada obrigatória da cidade. Além da comida saborosa, o atendimento de primeira, o ambiente bem descontraído e a decoração super descolada; um dos maiores atrativos fica por conta de todo o menu custar, sem impostos, 4,95 dólares e como acompanhamento você pode escolher entre fries ou salad.
 
    Minhas recomendações vão para o Smokey BBQ Burguer, o Roasted Turquey Sandwich, e o Warehouse Poutine. Para a sobremesa, não deixe de experimentar o Fries Apple Pie.



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Como eu edito as minhas fotos


        Se tem uma coisa que eu tenho amado é organizar o feed e testar combinações diferentes no VSCOCAM. Muita gente tem me perguntado o filtro que tenho usado nas minhas fotos aqui no Canadá e hoje eu vim pra falar um pouco de como eu as edito

1-      Sempre busco o lugar melhor iluminado possível e com alguma referência em vermelho ou avermelhado (mais Canadense impossível);

2-      O Pinterest é o meu melhor amigo para buscar inspirações e poses para as minhas fotos do Instagram;

3-      Os aplicativos que mais tenho usado são o AirBrush, Snapseed e VSCO;

4-      No AirBrush costumo clarear a foto em alguns pontos. Normalmente o chão, o teto, ou alguma referência mais clara no fundo;

5-      No Snapseed gosto de alterar as configurações de pontos específicos da foto usando a ferramenta “seletivo”; normalmente o céu, alguns pontos do meu rosto e etc.

6-      No VSCO minha série preferida é a ‘Minimalist’, especificamente o J3.

Homofobia



Aqui no intercâmbio, minha classe da tarde é de Current Events e temos discutido muito sobre Direitos Humanos, Direitos das mulheres, igualdade e etc. E esses dias, conversando com um dos meu melhores amigos aqui em Toronto, ele me disse uma coisa que me deixou pensativa por muito tempo.
“Tallyta, eu ainda não sofri homofobia aqui em Toronto”

 O que me leva a pensar o que passa na cabeça das pessoas que fazem esse tipo de discriminação.

Obviamente que sei que é uma questão histórica, mas não por isso acho que deva ser aceita. Nós precisamos aprender que viver em sociedade e viver em grupo requer respeito mútuo e não posso julgar ninguém pelo que ele acredita. Essa é uma das maiores lições que aprendi com o intercâmbio.

Cresci ouvindo coisas que remetiam a “ser veado” como uma ofensa, quando o “ser veado” não é uma escolha para quem o é de fato; é uma libertação de identidade, uma externalização de uma crença. Defendo piamente que não existe verdade absoluta. Não é porque respaldado em uma fé que prega a homossexualidade como produto mundano e que não devo seguir , que tenho direito de apontar meu dedo em direção ao outro que acredita em proposições diferentes das minhas. Não é o fato da pessoa querer se relacionar com outra do mesmo sexo que a torna pior, ou desrespeitada. O que nos torna pior é achar que somos superiores em alguma coisa, quando, na verdade, nem sabemos quem somos.

Ao meu ver, não é reprimindo a Homossexualidade de certas crianças que vamos prepará-las para a realidade da vida; uma palmada, uma surra, não vai resolver uma questão de alma, que, de antemão, não há nada o que ser resolvido. Não é escondendo as vontades delas que conseguiremos com que sejam “aceitas”, por que, afinal, ninguém é aceito totalmente, socialmente falando, seja por que seu cabelo é cacheado, seja por que seu peso não é o ideal, seus olhos não são claros, seu nariz é um pouco achatado, ou que seja por que o branco do seu olho não é branco o suficiente. Sempre há uma maneira, é o que tento dizer. Qual a melhor maneira de preparar uma criança para o futuro do que fortalecendo sua identidade e suas convicções? Ensinando-a a realidade. Sempre achei que a melhor maneira de passar por uma situação é entendendo ao máximo como ela funciona.

Quando você olha um homossexual na rua. Qual a sua reação? Seja Drag, montado, desmontado, tanto faz...? A maioria das pessoas aponta e ri, faz piada para o amigo; mas essa mesma pessoa faz textão no facebook dizendo que é um absurdo a decisão a favor da cura gay. Quando eu olho a mesma situação não vem à minha cabeça uma aprovação, do tipo, está certo, tem que ser assim; por que não tenho nada a ver, Quem sou eu pra concordar ou discordar? O que vejo e o que sinto é uma admiração por expor e mostrar ao mundo o quão convicto é sobre o verdadeiramente acredita.

Não estou dizendo que Toronto é perfeita, o que seria hipocrisia, mas o que tento passar é a ideia de que podemos ser melhores e de que podemos respeitar o que o outro verdadeiramente é.

domingo, 29 de outubro de 2017

Mais que amigas, somos FRIENDS


Escrevo hoje, ainda que a, aproximadamente, 6214 km, por uma razão ímpar, clarividente e de grande alegria, para falar sobre Amizade.
Em dezembro de 2013, oficialmente, foi marcado o início de um grupo que, a partir dali, se unificaria e se consolidaria como quando o pólen, que perdido e carregado pelo vento, encontra sua flor e assim conduz seu caminho e seu apoio para que possa crescer e dar continuidade à vida.
Eu gosto de um texto, cuja autoria não tenho certeza, mas creio que seja da Martha Medeiros, o qual diz que as pessoas entram na nossa vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida inteira"
Quando alguém entra por uma “Razão” é para suprir uma necessidade que você demonstrou, vem auxiliar em uma dificuldade para ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente, é como uma dádiva; mas que desaparece, some e até morre.
Quando alguém entra na sua vida por uma “Estação”, elas vem para dividir, crescer e aprender junto com você. É uma experiência de paz; ou simplesmente fazem você rir. Te dão oportunidade de experimentar coisas novas. Mas também desaparecem, somem.
Já os que aparecem por uma “Vida inteira” são aqueles que, não necessariamente estarão sempre ao seu lado, mas que deixarão em você lições , amores, sentimentos e sabores que formação seu emocional, é uma relação de clarividência.
Concordo com o texto, no entanto acho que falta uma quarta classificação, pois existe uma amizade de uma vida que se inicia por uma razão,  se consolida por uma estação e nos marca eternamente. 
Agradeço muito por poder ter experimentado essa amizade várias vezes na minha vida. Primeiramente com a minha família, depois no ensino médio, e agora na Universidade. Acho que poucas pessoas tem a chance de passar por isso e eu só tenho que agradecer.
A amizade de uma vida inteira, aquela que é verdadeira, é quando, mesmo longe, os pensamentos se conectam e quando você toma pra si a angustia do outro e diz “vamos levantar juntos”, é quando glorifica e fica verdadeiramente feliz com as conquistas do outro como se fossem suas.
Ainda que o nome do grupo o qual eu comecei o texto me referindo (Serpientes) seja um pouco sugestivo, embora significativo , o grupo de amizade que tenho hoje me ensinou a valorizar mais as pequenas coisas, a compreender que problemas tomam dimensões diferentes para cada uma, e que é preciso aprender a respeitar o que cada um sente. Ouvir o amigo e não julgá-lo pode ser mais importante, ou tão importante quanto, aconselhá-lo. Apoiá-lo, ainda que não concorde, e continuar lá quando as coisas dão errado sem falar um “eu te avisei demonstram a “Razão” consolidada pela “Estação” que torna uma amizade para a “Vida Inteira”.
Hoje, o que me motivou a escrever esse texto é o aniversário de uma amiga, uma pessoa maravilhosa, que não mede esforços, move céus e terra para ajudar todos aos seu redor, como pode e até como não pode; mas que ultimamente não tem passado por coisas muito fáceis em sua vida.
Recentemente, ao visitá-la, eu disse que tudo acontece por uma razão; e agora eu continuo o que disse afirmando que a partir do que nos acontece, o que podemos fazer é dar o nosso melhor e garantir que o amanhã seja diferente do hoje e do ontem. Se for preciso de uma mão para ajudar a levantar, estamos aqui; se for preciso de uma bengala para que você apoie todo seu peso e, assim, possa se erguer, podemos ser este apoio; se for preciso que eu chame um guindaste pra te levantar, “Estamos trabalhando” com isso também...
Enfim, tudo vai dar certo. Este é o nosso lema...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cheguei, Toronto

Lágrimas, abraços,  fotos, conselhos e 25 jovens embarcam rumo ao Canadá (Toronto e Quebec) buscando uma experiência e aproveitando uma oportunidade única em suas vidas. 3 meses imersos após serem arremessados em queda livre (obviamente metaforicamente falando) em outra cultura, rodeados de pessoas com hábitos diferentes 24h/dia.
Fizemos conexão em São Paulo. Corre que não vai dar tempo, segue o grupo. Pegue as malas, siga à Air Canada. Help me, a perna cansa. Mas quem liga? A gente tá indo pro Canadá.
Chegamos em Toronto. Sigam para a imigração
“Tallyta is a different and beautiful name. Ok! Thats ok. Thank you “
Ufaa.. foi muito simples. Ainda bem, por que não sei falar inglês. Lembra?
Hora de conhecer a homestay. Será que são legais?
Chego na homestay. Melhor do que isso, só dois disso. Atenciosos, cozinham bem, pacientes...  deu tudo certo.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Não quero me casar?


Desde pequenas somos acostumadas à ideia de brincar de casinha, cuidar da boneca (“Qual o nome da sua filha?!”), assistir aos clássicos da Disney (“Que princesa você é?!”), sonhar com um príncipe encantado que chegará num cavalo branco para nos livrar de todo o sofrimento e seremos felizes para sempre.

Quando você cresce, percebe que nem tudo é tão mágico e que, provavelmente, o príncipe encantado não vai chegar num cavalo branco. A grande questão é que a maioria das mulheres busca o “homem perfeito”, “o príncipe encantado”; mas, amiga, posso não ter muita experiência sobre o assunto, no entanto preciso te falar que príncipes tais quais os contos de fadas não existem.

Essa concepção de casamento como único objetivo da mulher vem mudando, ainda bem, e ratificando isso, temos os “novos” contos da Disney que mostram mulheres mais independentes, guerreiras, como a Valente, por exemplo.

Antes que me crucifiquem, não é que eu não queira casar, só não sonho com isso. Entristece-me pessoas vinculando o casamento a uma festa. E depois?! Nossa geração é imediatista e se algo está quebrado, apenas o trocamos, não o consertamos, e nos relacionamentos tem ocorrido a mesma coisa. São poucas as pessoas que tem o dom do diálogo, saber conversar, ceder, ouvir. E não é à toa que o número de divórcios aumenta a cada ano.
“Um casamento perfeito são duas pessoas imperfeitas que se recusam a desistir um do outro”
Acredito no casamento/relacionamento como uma parceria, em que pessoas se juntam para crescerem juntas, são como sócios. Certidão de casamento não é título de propriedade ou posse de ninguém. Amor, paixão não é obsessão. É muito fácil olhar uma pessoa por seus defeitos, mas é muito mais feliz amar por suas qualidades.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O inesperado pode ser bom



Tento ao máximo me organizar, planejar meu dia, minha semana, meu mês, mas sempre podem acontecer imprevistos. Coisas inesperadas acontecem o tempo todo e confesso que não sou muito receptiva a esse tipo de acontecimento, mas, para o que vou contar agora, acho que posso abrir uma exceção (kkkkkk), embora tenha tido que adiar meus planos para prova da OAB, monografia etc, no entanto, acho que vale a pena. Ô se vale!

Mãe! Pai! Família! Amigos! Vou passar três meses no Canadá!

Em 2009, 8ª série, estudava em uma escola reconhecida aqui em São Luís e decidi seguir os passos do meu pai e tentar o seletivo para o Instituto Federal do Maranhão. Me dediquei por 3 meses, horas de estudo diário, mesmo sob os protestos de alguns que julgavam que estava estudando demais. Sempre tive essa filosofia, se me proponho a fazer uma coisa, tento dar o meu máximo. E foi o que fiz. Passei e pude escolher qualquer dos cursos que a instituição oferecia e “Química, love you.. kkkk”. Foram 3 anos de estudo intenso, muito incentivo a meu desenvolvimento pessoal e acadêmico e no último ano, mais sacrifício ainda pra tentar conciliar com um curso pré-vestibular, visto que o IFMA não se preocupa tanto com essa parte. O foco é a vida profissional. Passei 10 meses, praticamente, saindo 6:30 de casa e voltando às 22 horas.

Podia ter ficado na escola em que estudava. Era a opção do meu pai na época, inclusive; mesmo que isso significasse um esforço muito grande pra ele. Mas fiz uma das melhores escolhas da minha vida, uma decisão que me abriu muitas portas e contribuiu significativamente para o que sou hoje. O IFMA é um lugar em que me sinto em casa, me sinto bem, acolhida.

Não falo isso pra me vangloriar, ou “me aparecer”, pelo contrário, falo para agradecer,  para mostrar que uma escolha pode ser um passo para coisas muitos maiores. Mas o que isso tem a ver, não mesmo?

Tem tudo a ver! É graças a essa escolha, ao IFMA e tudo que ele me fez buscar, inclusive por que não oferecia, por exemplo (kkk); a autonomia que a escola me dava, me fazia querer  sempre buscar as coisas por mim, ir atrás, pressionar,sem falar na minha família que sempre e apoiou, acreditou em mim (até mais que eu), que me possibilitou hoje estar cursando Direito na UFMA, e que, neste momento, me proporciona a oportunidade de participar de um dos programas mais inovadores e que estimula o aluno a dar o melhor de si sempre e nunca pensar baixo. Estimula o aluno a prospectar toda sua vida acadêmica e profissional, mas sempre buscando valorizar o seu lar, seu Estado ou cidade.

O programa Cidadão do Mundo, ao qual me refiro, é um programa que contempla alunos da rede universitária, entre 18 e 24 anos, que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas da rede pública ou entidades sem fins lucrativos, para fazer um intercâmbio de 3 meses a fim de aprimorar suas habilidades linguísticas em outros idiomas. No meu caso, o Inglês. Mas volta-se também ao retorno da experiência, pós-intercâmbio, à comunidade, em que nos é incumbida a tarefa de disseminar todo o aprendizado que teremos no exterior.

A ansiedade é enorme e espero que seja uma experiência maravilhosa!