Lágrimas, abraços, fotos, conselhos e 25 jovens embarcam rumo ao Canadá (Toronto e Quebec) buscando uma experiência e aproveitando uma oportunidade única em suas vidas. 3 meses imersos após serem arremessados em queda livre (obviamente metaforicamente falando) em outra cultura, rodeados de pessoas com hábitos diferentes 24h/dia.
Fizemos conexão em São Paulo. Corre que não vai dar tempo, segue o grupo. Pegue as malas, siga à Air Canada. Help me, a perna cansa. Mas quem liga? A gente tá indo pro Canadá.
Chegamos em Toronto. Sigam para a imigração
“Tallyta is a different and beautiful name. Ok! Thats ok. Thank you “
Ufaa.. foi muito simples. Ainda bem, por que não sei falar inglês. Lembra?
Hora de conhecer a homestay. Será que são legais?
Chego na homestay. Melhor do que isso, só dois disso. Atenciosos, cozinham bem, pacientes... deu tudo certo.
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Cheguei, Toronto
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Papo de lince
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Não quero me casar?
Desde
pequenas somos acostumadas à ideia de brincar de casinha, cuidar da boneca (“Qual
o nome da sua filha?!”), assistir aos clássicos da Disney (“Que princesa você
é?!”), sonhar com um príncipe encantado que chegará num cavalo branco para nos
livrar de todo o sofrimento e seremos felizes para sempre.
Quando
você cresce, percebe que nem tudo é tão mágico e que, provavelmente, o príncipe
encantado não vai chegar num cavalo branco. A grande questão é que a maioria
das mulheres busca o “homem perfeito”, “o príncipe encantado”; mas, amiga,
posso não ter muita experiência sobre o assunto, no entanto preciso te falar
que príncipes tais quais os contos de fadas não existem.
Essa
concepção de casamento como único objetivo da mulher vem mudando, ainda bem, e
ratificando isso, temos os “novos” contos da Disney que mostram mulheres mais
independentes, guerreiras, como a Valente, por exemplo.
Antes
que me crucifiquem, não é que eu não queira casar, só não sonho com isso. Entristece-me
pessoas vinculando o casamento a uma festa. E depois?! Nossa geração é
imediatista e se algo está quebrado, apenas o trocamos, não o consertamos, e
nos relacionamentos tem ocorrido a mesma coisa. São poucas as pessoas que tem o
dom do diálogo, saber conversar, ceder, ouvir. E não é à toa que o número de
divórcios aumenta a cada ano.
“Um casamento perfeito são
duas pessoas imperfeitas que se recusam a desistir um do outro”
Acredito
no casamento/relacionamento como uma parceria, em que pessoas se juntam para
crescerem juntas, são como sócios. Certidão de casamento não é título de
propriedade ou posse de ninguém. Amor, paixão não é obsessão. É muito fácil olhar
uma pessoa por seus defeitos, mas é muito mais feliz amar por suas qualidades.
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Papo de lince
quinta-feira, 13 de julho de 2017
O inesperado pode ser bom
Tento
ao máximo me organizar, planejar meu dia, minha semana, meu mês, mas sempre
podem acontecer imprevistos. Coisas inesperadas acontecem o tempo todo e
confesso que não sou muito receptiva a esse tipo de acontecimento, mas, para o
que vou contar agora, acho que posso abrir uma exceção (kkkkkk), embora tenha
tido que adiar meus planos para prova da OAB, monografia etc, no entanto, acho
que vale a pena. Ô se vale!
Mãe!
Pai! Família! Amigos! Vou passar três meses no Canadá!
Em
2009, 8ª série, estudava em uma escola reconhecida aqui em São Luís e decidi
seguir os passos do meu pai e tentar o seletivo para o Instituto Federal do
Maranhão. Me dediquei por 3 meses, horas de estudo diário, mesmo sob os protestos
de alguns que julgavam que estava estudando demais. Sempre tive essa filosofia,
se me proponho a fazer uma coisa, tento dar o meu máximo. E foi o que fiz.
Passei e pude escolher qualquer dos cursos que a instituição oferecia e “Química,
love you.. kkkk”. Foram 3 anos de estudo intenso, muito incentivo a meu
desenvolvimento pessoal e acadêmico e no último ano, mais sacrifício ainda pra
tentar conciliar com um curso pré-vestibular, visto que o IFMA não se preocupa
tanto com essa parte. O foco é a vida profissional. Passei 10 meses, praticamente,
saindo 6:30 de casa e voltando às 22 horas.
Podia
ter ficado na escola em que estudava. Era a opção do meu pai na época,
inclusive; mesmo que isso significasse um esforço muito grande pra ele. Mas fiz
uma das melhores escolhas da minha vida, uma decisão que me abriu muitas portas
e contribuiu significativamente para o que sou hoje. O IFMA é um lugar em que
me sinto em casa, me sinto bem, acolhida.
Não
falo isso pra me vangloriar, ou “me aparecer”, pelo contrário, falo para
agradecer, para mostrar que uma escolha
pode ser um passo para coisas muitos maiores. Mas o que isso tem a ver, não
mesmo?
Tem
tudo a ver! É graças a essa escolha, ao IFMA e tudo que ele me fez buscar,
inclusive por que não oferecia, por exemplo (kkk); a autonomia que a escola me
dava, me fazia querer sempre buscar as
coisas por mim, ir atrás, pressionar,sem falar na minha família que sempre e
apoiou, acreditou em mim (até mais que eu), que me possibilitou hoje estar
cursando Direito na UFMA, e que, neste momento, me proporciona a oportunidade
de participar de um dos programas mais inovadores e que estimula o aluno a dar
o melhor de si sempre e nunca pensar baixo. Estimula o aluno a prospectar toda
sua vida acadêmica e profissional, mas sempre buscando valorizar o seu lar, seu
Estado ou cidade.
O
programa Cidadão do Mundo, ao qual me refiro, é um programa que contempla
alunos da rede universitária, entre 18 e 24 anos, que tenham cursado o ensino
médio integralmente em escolas da rede pública ou entidades sem fins
lucrativos, para fazer um intercâmbio de 3 meses a fim de aprimorar suas
habilidades linguísticas em outros idiomas. No meu caso, o Inglês. Mas volta-se
também ao retorno da experiência, pós-intercâmbio, à comunidade, em que nos é incumbida
a tarefa de disseminar todo o aprendizado que teremos no exterior.
A
ansiedade é enorme e espero que seja uma experiência maravilhosa!
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Papo de lince,
Viagem
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Raiva
Hoje, meu irmão chegou em casa já bem transtornado
devido ao número de provas com alto grau de dificuldade que tem feito e começou
a gritar descontroladamente comigo, berrando, proferindo palavras de baixo calão;
tudo por que liguei pra ele e, segundo ele, poderia tê-lo prejudicado na prova.
Em minha defesa, ainda não adquiri dons para ver através de bolas de cristal. Se
seu irmão costuma chegar, no máximo, 18 horas e às 20h ainda não chegou, não viu
a mensagem que você mandou às 17; a reação mais lógica é ligar, ainda mais que
ele não avisou que a prova começava tarde, ou que poderia terminar tarde.
Sempre costumo falar que evito ficar mal-humorada
ou estressada em determinadas situações, por que minha beleza é superior. Essa
é uma verdade que embora nem sempre consiga cumprir, é um bom objetivo pra se
ter no caderninho.
Saber separar suas raivas, tratá-las,
moldá-las pode ser uma alternativa. É claro que existem momentos que não é possível
deixar de sentir, mas não vejo necessidade de emitir essa raiva, descontar em
terceiros.
A raiva é um sentimento que na maioria
das vezes vem atrelada a uma ação desproporcional, a falas desarrazoadas e sem
filtro e, a meu ver, se difere do mal humor. Existem pessoas que a sentem e
conseguem aproveitar de sua raiva para tomarem medidas melhores e evoluírem;
outras, se aproveitam da situação, esperneiam e sempre se acham no direito de
gritar com qualquer pobre ser humano, ou não humano, que cruze seu caminho.
No entanto, o que quero demonstrar é que
raiva é um sentimento pontual, que em dado momento se assemelha um balão que
devido ao tempo já não mostra a mesma vivacidade que outrora tinha quando recém
cheio; e que ao tentar estourar, você crava as unhas e aperta, nem sempre
estoura de pronto, mas com um pouco mais de pressão, ele sucumbe e estoura.
Estoura mesmo que haja uma criança que se assuste com o barulho e chore
procurando o colo de sua mãe, por exemplo.
Não estou dizendo que devemos reprimir a
raiva. Se ela existe, é por que há uma razão, ela é necessária para a nossa
saúde emocional. O que estou querendo é provocar uma reflexão sobre como podemos
tentar pensar antes da raiva nos levar a fazer coisas que possamos nos
arrepender.
Love,
Tallyta
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Papo de Lince: Perda da Fé nas pessoas
Hoje,
01 de Fevereiro
de 2017 , aconteceu uma coisa bem chata. Meu irmão, muito coração
mole que é, sempre que possível, quando uma pessoa bate à nossa porta pedindo
comida, e não dinheiro, ele faz o possível para ajudar.
Hoje um rapaz pediu comida (como é muito comum aqui onde moro); com pena, ainda mais
por que ele estava acompanhado de um filhote de cachorro, meu irmão deu comida
ao rapaz e colocou um pouco de ração ao filhote. Minutos depois, eu já estava
no quarto, quando começo a ouvir pessoas falando muito alto na rua, como se
estivessem discutindo.
Ao sair pra ver o que estava acontecendo, me deparo com a polícia abordando o mesmo moço na frente da minha casa. Segundo os policiais, ele era “arrombador de casas” e havia jogado pedra em uma loja de rede de “fast food” minutos antes à abordagem policial, além de ter invadido um restaurante que fica próximo uma semana antes. O policial informou que os delitos eram frequentes e ainda falou alto na rua, se dirigindo ao meu irmão, que não apareceu na porta, que “QUEM DÊ COMIDA A ELE QUE AGUENTE OS ASSALTOS DEPOIS”.
Ao sair pra ver o que estava acontecendo, me deparo com a polícia abordando o mesmo moço na frente da minha casa. Segundo os policiais, ele era “arrombador de casas” e havia jogado pedra em uma loja de rede de “fast food” minutos antes à abordagem policial, além de ter invadido um restaurante que fica próximo uma semana antes. O policial informou que os delitos eram frequentes e ainda falou alto na rua, se dirigindo ao meu irmão, que não apareceu na porta, que “QUEM DÊ COMIDA A ELE QUE AGUENTE OS ASSALTOS DEPOIS”.
Detalhe:
O cachorro que o acompanhava era cria da cadela que pertence ao meu vizinho, que
o rapaz havia acabado de furtar.
Depois
do que ocorreu, percebi que meu irmão ficou muito triste e repetindo que ele
ainda saiu como errado na história toda. Isso tudo me leva ao pensamento de que
estamos perdendo a fé nas pessoas e a culpa é inteiramente nossa; dificilmente
você acredita no próximo, mas a questão ainda pode ser mais delicada, pela
simples razão de que não temos como saber o que passa no coração do outro. Está
ficando cada vez mais difícil ser solidário, tentar ajudar o próximo, por
que há muitas pessoas querendo tirar vantagem disso, se aproveitando do estado
de vulnerabilidade comum a muita gente por aí.
Nós,
as pessoas de bem, não conseguimos, eu particularmente, entender o que passa na
cabeça de um assaltante, um homicida, um estuprador; mas o fato é a sensação de
insegurança é constante por que a maioria dessas pessoas está solta por aí e
nós ficamos trancados em casa atrás de muros, grades, cadeados, cercas
elétricas e câmeras de vigilância.
Saio
na rua com medo de ser a próxima vítima. Se percebo uma moto, bicicleta, ou
pessoas suspeita se aproximando, já fico nervosa, com taquicardia, com aquela
sensação de que todo o calor do meu corpo está se esvaindo, que vem do dedo do pé até o último
fio de cabelo, procurando onde posso me esconder. Tudo isso em segundos; até que seja abordada e levem de mim o que conquistei, ou que meus pais conquistaram, com o suor de um trabalho digno, apenas com um simples comando e o levantar de
braço apontando para mim um objeto de metal capaz de me calar, destruir vidas,
derramar lágrimas e gerar revolta com único movimento do dedo indicador. A
partir daí me questiono: Como as pessoas se tornam assim? Quão frágil é a vida
humana? Como nos tornamos assim? Como nos tornamos pessoas desconfiadas, que “devem” ser egoístas
e se preocupar apenas com o seu. E o outro?
Eu
fico muito feliz em ajudar as pessoas, mas acabo ajudando os que eu conheço das
necessidades, dos problemas, por que sempre fica aquela pulga atrás da orelha
que te deixa na dúvida se você está sendo enganado, se aquela pessoa quer te
machucar.
Perdemos
a fé nas pessoas, é o que eu concluo. Seria tão mais simples viver sem essas
desconfianças, mas também se fosse tão simples, não seria uma comunidade de
seres humanos.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Resenha: A geografia de Nós Dois
Autora: Jennifer E. Smith
Ano: 2016
Editora: Galera Records
Epub com 238p
“Queria que você tivesse aqui”
A HISTÓRIA....
“Lucy
mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos
se encontram — presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em
Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes
derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas
coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a
refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em
“A Geografia de Nós Dois”, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de
experiências, filosofia e verdade.”
“Acho... que estamos no centro exato do mundo como um todo”
O QUE ACHEI...
Cheguei ao livro por uma indicação da
Melinda (Youtuber) e confesso que esperava mais, mas é o
que eu sempre digo, “Crie um gato, mas não crie expectativa”.
A história pra mim precisava de alguma
movimentação, a descreveria como apática, muito linear. O início do livro te
faz crer que a história vai ter muitas reviravoltas, emoções, mas não. Sem
falar que a divisão dos capítulos não me agradou. Sinceramente, um capítulo com
5 linhas não pode ser a emoção de um livro. Além disso, os personagens não tem
força, a meu ver, não é o tipo de obra que indicaria a leitura.
Em algumas resenhas as pessoas o
descrevem como muito fofo, o que eu também não vislumbrei. A autora alterna as
perspectivas pelos capítulos, mas não consegue criar uma conexão entre as
partes, nem fazer com que me apegasse aos personagens, foi bem difícil concluir
a leitura.
Enfim, não é um livro
horrível, dá pra ler, mas não foi uma leitura prazerosa ou que eu repetiria.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Lamentos de um 12 de Janeiro
Hoje presenciei uma cena que embora possa ser ainda comum, não a descaracteriza como decepcionante (sendo bem simpática quanto ao adjetivo da situação). Uma moça grita com outra dizendo estar incomodada por estar em um ônibus lotado e a "carvão", como ela se referiu à outra mulher, estaria encostando nela. Em um ato de defesa, a mulher ofendida responde (grita) que se a discriminadora quisesse folga que fosse ao seu destino de táxi.
Diante da situação, vários outros passageiros mostraram-se incomodados e começaram a proferir também insultos à discriminadora. Foi aí que ela resolveu se deslocar ao outro lado do ônibus, mas no caminho continuou gritando frases racistas à moça que já houvera ofendido.
A situação me toca pelo simples fato de eu não entender o que leva uma pessoa a achar que pelo fato de estar ao lado de um negro, estaria sendo "incomodado"; ou ainda achar que dizer que uma pessoa é negra é uma ofensa. Em pleno século 21, com todas as hipóteses legais que abarcam o racismo, com todas as campanhas de conscientização, as pessoas ainda pensam discriminatoriamente.
Minha opinião é de que essa mulher que ofendeu a outra moça dentro do coletivo é daquelas que quando questionadas, dizem veementemente que não são preconceituosas, mas que na prática são sujeitos de atitudes deploráveis e lamentáveis como a que descrevi a pouco.
Minha opinião é de que essa mulher que ofendeu a outra moça dentro do coletivo é daquelas que quando questionadas, dizem veementemente que não são preconceituosas, mas que na prática são sujeitos de atitudes deploráveis e lamentáveis como a que descrevi a pouco.
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