Você faz suas escolhas e elas fazem você. Isso é fato. Há alguns meses, dada me foi a oportunidade de conhecer uma realidade e experimentar um âmbito completamente novo na minha vida. Seria uma CIDADÃ DO MUNDO. O CDM é um programa me oportunizou estar no Canadá e que possibilitou o intercâmbio cultural para centenas de alunos oriundos da rede pública de ensino de nível médio. Um programa que vai além de mandar alunos para o exterior e aprender Inglês.
O intercâmbio era um sonho que parecia tão distante e que, de uma hora pra outra, se tornou uma realidade que até agora é difícil de acreditar.
O PROGRAMA CIDADÃO DO MUNDO
O
Cidadão do Mundo em rasa análise é um programa governamental que proporcina
intercâmbio cultural. No entanto, indubitavelmente, vai além de mandar alunos
para o exterior a fim de que aperfeçõem suas habilidades linguísticas quanto ao
Inglês; o CDM muda perspectivas de vida para quem participa, e também leva
esperança e motivação para alunos que não tiveram essa oportunidade, ainda.

Quando
recebi a notícia do resultado, confesso que não tomei a condição de aprovada no
certame, sempre achava que a qualquer momento alguém diria que era uma
pegadinha, ou coisa do gênero, pois é um situação completamente atípica, são
raros os governos e iniciativas públicas que investem e valorizam a educação
pública desta maneira, é um olhar que se desloca a uma linha de visão diferente
e que se mostra de inteligente perspectiva, se me é permitido opinar.
Como
demorei a acreditar e a realmente confiar que iria viajar e conhecer outro
país, minha primeira viagem de avião, inclusive, não tinha muitas expectativas
com o intercâmbio, estava aberta a novas experiências e a determinada a aproveitar
ao máximo a multiculturalidade que estava prestes a presenciar e as amizades
com pessoas de vários lugares do mundo quer estava prestes a fazer.
O PAÍS DE DESTINO
Sempre
tive uma certa dificuldade em aprender o inglês, não quer fosse impossível para
mim, mas por uma questão de que não tinha contato com séries, músicas, livros
que me aproximassem da língua. O intercâmbio era a minha oportunidade de mudar
isso. Confesso que a minha impressão do
Canadá, por óbvio, foi frio. Não estava preparada para os 6 graus que pegamos
logo quando chegamos, mas tudo isso foi mudando.
Fiquei
em uma casa de família com origem Filipina, meus hosts eram alérgicos a uma
série de alimentos e, pelo fato da hostmother ser cozinheira, a parte da minha
alimentação foi um dos pontos mais positivos da viagem. Tive uma alimentação
completamente regrada, saudável e pude experimentar e conhecer muita da cultura
Filipina. Eles foram super atenciosos e mantivemos uma relação bem harmoniosa.
Nesse ponto, até hoje, escrevo depois de 2 meses e meio que voltei de Toronto,
e ainda mantemos contato.


Cheguei
na WTC com uma das menores proficiências, começando no nível II e saí em uma
das turmas do último nível, o VII. Em 15 dias já conseguia me comunicar e isso
me surpreende até hoje. No primeiro mês visitamos boa parte dos pontos
turísticos e esse foi um ponto crucial para o desenvolvimento da nossa
habilidade de conversação, era obrigada a desenvolver uma conversa, embora
mínima, com as pessoas que poderiam me ajudar nos locais.
Particularmente,
nos dois últimos meses do intercâmbio, me afastei do grupo do CDM e comecei a
andar com um outro grupo de estudantes dentre eles, Mexicanos, Japoneses,
Coreanos e Turcos; uma das melhores decisões, cada dia aprendia uma palavra nova,
no mínimo, e fui melhorando muito mais minhas habilidades.

O QUE É SER UM CIDADÃO DO
MUNDO

Percebi
de um dos maiores entraves do intercâmbio é o receio, o medo de falar errado,
de ser repreendido.
Talvez esse tenha sido um dos meus trunfos no intercâmbio.
Não ter medo de falar, de tentar me comunicar com meus colegas de classe, com
as pessoas na rua, afinal, esse era meu objetivo. No entanto, conforme já falei
no início do relado, nunca tinha tido uma afinidade com o Inglês e cheguei no
primeiro nível da escola. Nos foi oferecido um curso online, mas creio que não
foi suficiente. Senti falta de um curso mais efetivo, preferencialmente
presencial, ao menos para que pudesse aproveitar mais a escola, as turmas mais
diferenciadas que eles tinham a oferecer.
Outro
ponto é que o curso parcial, deixa de oferecer muito, não é à toa que usei
parte da bolsa para complementar meu curso e aderir ao programa integral. Umas
das minhas melhores decisões no intercâmbio. Não fui a única.
DE VOLTA AO MARANHÃO, E
AGORA?

No
último de aula, conversei com alguns professores da escola e todos foram
unânimes em pedirem que eu agradecesse pela oportunidade deles participarem de
um projeto tão bonito e tão inovador. Projeto tal que outros Estados, outros
países, deveriam acolher e também fazer a diferença na vida de estudantes, como
aconteceu comigo.
O intercâmbio era um sonho que parecia tão distante e que, de uma hora para outra, se tornou uma realidade que até agora é difícil para mim acreditar.
O intercâmbio era um sonho que parecia tão distante e que, de uma hora para outra, se tornou uma realidade que até agora é difícil para mim acreditar.

A Tallyta que veio para o Canadá não é a mesma que voltou ao Brasil, muita coisa mudou, sobretudo a perspectiva de coletividade. Antes de vim, meu pensamento era individualista, terminar o curso de Direito, começar a advogar ou passar em um concurso; mas agora é como usar meu conhecimento para quem sabe, mudar uma realidade. Pode parecer utópico, mas é o meu sentimento no momento.
A mudança de mentalidade individualista vai ser uma das minhas maiores
contribuições para o meu Estado. Pode parecer pouco, mas vejo que pode fazer
uma diferença significativa no meu futuro e, provavelmente, que seja um pouco,
no do Maranhão
.
EM UMA SENTENÇA, COMO
PODERIA EXPRESSAR O QUE REPRESENTOU SER UM CIDADÃO DO MUNDO?
Retirada dos “Antolhos” e
oportunidade de analisar que posso contribuir muito mais para as pessoas ao meu
redor do que pensava.
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