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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Resenha: A geografia de Nós Dois

Autora: Jennifer E. Smith
Ano: 2016
Editora: Galera Records
Epub com 238p


“Queria que você tivesse aqui”


A HISTÓRIA....

 “Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram — presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em “A Geografia de Nós Dois”, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.


“Acho... que estamos no centro exato do mundo como um todo”


O QUE ACHEI...

Cheguei ao livro por uma indicação da Melinda (Youtuber) e confesso que esperava mais, mas é o que eu sempre digo, “Crie um gato, mas não crie expectativa”.
A história pra mim precisava de alguma movimentação, a descreveria como apática, muito linear. O início do livro te faz crer que a história vai ter muitas reviravoltas, emoções, mas não. Sem falar que a divisão dos capítulos não me agradou. Sinceramente, um capítulo com 5 linhas não pode ser a emoção de um livro. Além disso, os personagens não tem força, a meu ver, não é o tipo de obra que indicaria a leitura.
Em algumas resenhas as pessoas o descrevem como muito fofo, o que eu também não vislumbrei. A autora alterna as perspectivas pelos capítulos, mas não consegue criar uma conexão entre as partes, nem fazer com que me apegasse aos personagens, foi bem difícil concluir a leitura.
Enfim, não é um livro horrível, dá pra ler, mas não foi uma leitura prazerosa ou que eu repetiria.






quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Livros que são continuação de filmes


Não sei vocês, mas eu sou muito ansiosa no quesito saber final de histórias, fico procurando e fuçando na internet pra saber das continuações dos livros que adoro, dos filmes que gostei. THEN, em homenagem ao dia do livro (hoje, pra quem não sabe – 29 de outubro) trago top 5 livros que são continuações que filmes, alguns com data marcada para ir às telinhas e outros sem previsão (q dó!). Não consegui estabelecer uma ordem de preferência, nesse sentido, a ordem dos fatores não altera a importância de cada obra.

Number 1 – CONVERGENTE


O segundo filme da série divergente (insurgente) arrecadou, só nos EUA, U$ 120.165.000 e a continuação, "Convergente", já foi publicada no Brasil desde 2014 pela Rocco, trás o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente. Nesse livro, Tris será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. Li avidamente toda série e o desfecho nem sempre é o que parece ou que esperamos. O terceiro livro é bem reflexivo e intrigante.
O filme continuação, que será distribuído pela Paris Filmes, já está agendado, e seguindo a mesma linha de Harry Potter e Crepúsculo, terá duas partes: Convergente e Ascendente. Shailene Woodley (Tris), Theo James (Quatro) estrelam o terceiro filme com data de lançamento prevista para 17 de março de 2016, sob a direção de Robert Schwentke que também dirigiu filmes como “Plano de Voo” e “Te amarei para Sempre”.

Number 2 – CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS


O sucesso de Cinquenta Tons de Cinza é notório e, com pesar de muitos, inegável. A continuação da trama, Cinquenta Tons Mais escuros, publicada em 2012 pela Intrínseca, mostra uma Ana assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.
Esse livro é mais focado na história do casal do que no new adult, no erótico. Desta forma, é o meu favorito. Além desse, a série tem mais dois livros que valem muito a pena para quem gosta desta linha de leitura.
O filme deste livro também tem data prevista para estreia. A Universal Pictures lança o filme estreado por  Jamie Dornan (Grey), Dakota Johnson (Anastasia) e dirigido por James Foley (que tem no seu currículo trabalhos como “House of cards” e Hannibal” ) em 9 de fevereiro de 2017 e há boatos de que contenha trechos do livro “Grey”, recém lançado por E. L. James.

Number 3 – PRA ONDE ELA FOI


Escrito por Gayle Forman, “Se ela ficar” é um filme lindo e que fez muitas pessoas chorarem. A continuação, que não tem previsão de ir as telinhas, com a mesma força dramática de Se eu Ficar, agora pela voz de Adam, expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.
Um dos meus livros preferidos desse ano, espero que tenha continuação em breve.

Number 4 – BECKY BLOON: DELÍRIOS DE CONSUMO NA QUINTA AVENIDA


Saudades de Becky Bloom? A ruivinha viciada em compras que encantou milhares de pessoas em Delírios de consumo de Becky Bloom com sua echarpe verde? Saiba que a história ainda tem 4 livros.
No segundo livro da série, Becky Bloom está em ótimo momento. Suas dívidas estão quitadas, ela tem um programa na TV de dicas financeiras e Luke Brandon, seu namorado, tem planos de expandir a empresa dele para Nova York - e a convida para acompanhá-lo. Parece um sonho. Afinal, não são todos que podem viver em uma cidade que abriga o MoMa, o Guggenheim, os espetáculos da Broadway, além da Saks, Sephora e Barneys! E não se pode esquecer das pontas de estoque com preços imbatíveis! E daquela bolsa Kate Spade, do tricô Ralph Lauren, do vestido Vera Wang.Já podemos deduzir o que vem por aí...
Sophie Kinsella é uma autora que sempre agrada com suas histórias leves, bem humoradas e bem escritas e dessa vez não é diferente

Number 5 – A VINGANÇA VESTE PRADA


Perdi as contas de quantas vezes assistir “O diabo veste Prada” e recentemente descobri que o filme tinha continuação em livro. Lançado em 2013, nele, depois abandonar o emprego na Runaway há quase dez anos e se livrar da insuportável Miranda Priestly, Andrea Sachs agora é a bem-sucedida editora de uma revista de luxo sobre casamentos, a Plunge. Ao lado de Emily, antiga colega de trabalho e sua atual melhor amiga, sua vida não poderia estará melhor: além do sucesso do novo empreendimento, ela está prestes a casar com um dos solteiros mais cobiçados de Nova York. Mas uma semana antes do casamento, um fantasma do passado, ou melhor, um diabo, volta a assombrá-la.
O livro tem um âmbito bem diferente do filme, mas não deixa de ser agradável. Fica a dica de leitura.
O filme vai ser lançado pela Fox Filme em 2016, também estreado por Anne Hathaway (Andrea) e Meryl Streep (Miranda).


domingo, 25 de outubro de 2015

As Batidas Perdidas do Coração [Resenha]


O livro conta a história de Rafael e Viviane, na clássica visão Bad Boy vs Princesinha. No entanto, a ligação entre eles perpassa por perdas e descompassos pessoais. 

Viviane é uma menina que teve que crescer para poder lidar com uma família abalada; a moça acaba de perder o pai e a mãe entra em depressão.

Já Rafael é um rapaz que teve que buscar a liberdade a enlouquecer perante tudo que sofrera; perdera o pai, vítima de assassinato e agora vira quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente automobilístico.

Eu vou amar loucamente, para sempre
Vou amar insanamente, o tempo todo;
Vou amar perdidamente...." 


Que os opostos se atraem, todos já ouvimos falar. Viviane pertence à classe social que Rafael despreza. Rafael é tudo que ela sempre ouvira que era preciso evitar, mas eles dividem a mesma dor e embora saibam das diferenças, não conseguem evitar a complexa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.


Publicado pela editora Verus em 2014, o livro de 402 páginas foi escrito pela espano-brasileira Bianca Briones e tem uma narrativa alternada dos personagens. É um livro lindo, ao mesmo tempo triste e provocativo. Com personagens que abraçam o leitor e descompassado seu coração sem dó, ou mínimo de piedade. Quando acontecem situações ‘x’ na história, a vontade é largar o livro, jogar longe, deixar de ler pra poder tentar se recuperar, mas a ansiedade é tanta que em poucos minutos voltamos a ler, é impossível resistir.

A autora é tão descritiva que você imagina o filme nos mínimos detalhes; suspira, chora, ri. O descompasso do seu coração é infinito.

O livro é um new adult, mas com uma história bem construída, “real”, a aproximação com o leitor é inevitável

domingo, 16 de agosto de 2015

Resenha: "A morte de Sarai " de J. A. Redemerski

[...]se tem um adjetivo que não pode ser atribuído a essa história ele é "previsível"

Tenho buscado romances que fujam do óbvio ‘água com açúcar’ e me interessado mais por histórias que envolvam certo suspense, uma aura de mistério; e “A Morte de Sarai”, escrito pela mesma autora de “Entre o agora e o Nunca” (confira a resenha), espelha bem isso, faz bem esse estilo.

Sarai é uma garota que muito nova fora dada a um traficante Mexicano (Javier), por sua mãe dependente química como forma de pagamento de dívida, e desde então tornou-se a menina dos olhos de Javier e sua amante, já que ela não tinha outra alternativa. Sarai foi sujeitando-se a essa situação até ver Victor, um assassino de aluguel, americano e que, ao contrário dos outros visitantes que vira enquanto estivera no cativeiro, acreditava que pudesse ser a sua chave para fugir daquela prisão.

De fato Sarai consegue fugir, mas fica em dúvida quanto ao que Victor pode fazer, isto é, se vai devolvê-la ou ajuda-la.

A história é narrada de forma bem diferente e tem um ponto peculiar, que é um clímax bem precoce, o que te deixa com aquela sensação de incerteza sem te deixar pistas do que pode acontecer no restante do livro; na realidade, se tem um adjetivo que não pode ser atribuído a essa história ele é "previsível". Além disso, em contrafluxo com o que venho reclamando nas minhas resenhas, a trama tem um desfecho concreto, sem deixar de abrir um leque de opções para uma continuação; digo isso com base em livros como “ Cinquenta tons de Cinza”, “After”, dentre outros, que acabam abruptamente em um ponto alto do livro forçando uma continuação.

ENFIM...

A personagem Sarai é forte, não possui complexo de Bela (outro contrafluxo: 2x0 pra autora) e mostra-se, apesar do que sofreu, disposta a dar a volta por cima. Já Victor é um personagem um tanto que obtuso, misterioso, difícil de decifrar, tem-se sempre a dúvida se as informações fornecidas sobre ele no livro são verdadeiras, mas ainda não defini se acho ser um ponto negativo.

O livro tem tamanho grandinho, mas não deixada história chata, há sempre muita coisa acontecendo.

Não posso deixar de mencionar a capa do livro, que é sensacional e o título é muito bem bolado, sempre circundando a imaginação do leitor quanto ao desfecho. (Sem spoiler..  Por enquanto)

Quero parabenizar a autora por essa história singular e que me faz desejar muito ler o próximo livro.

SPOILER ALERT! (Se não gosta de ler Spoilers, obrigado por ler a resenha e tenha uma ótima leitura):


O título e capa, depois que li o livro inteiro, e conforme já citado, foi o que mais chamou a minha atenção. Na minha cabeça, a morte de Sarai era iminente, inevitável. Mas quem é Sarai? Ela realmente morreu? O que seria morrer? Sarai é uma menina que passar boa parte de sua vida presa e tudo que desejava era uma vida normal, mas essa menina morre, é levada por um instinto de sobrevivência e de conhecimento; os planos mudam e as vontades são dinâmicas, mas isso é assunto para ser resenhado próximo livro.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Resenha: Beleza Perdida, Amy Harmon


“Chorei, Chorei e Amei!”

Escrito por Amy Harmon e publicado aqui no Brasil pela editora Verus, conta a história de Ambrose Young, um rapaz “lindo, alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes”, beleza que certamente Fern encontra nos livros que tanto ama. No entanto, a garota não acredita ser capaz de conquistar o coração do rapaz, mas aí tudo na vida dele muda. Ambrose vai com seus amigos para a guerra e apenas ele retorna, mas não da maneira como foi, psicologica e fisicamente falando, a história vai tentar mostrar que talvez o amor seja o único remédio que Ambrose precisa.

Beleza perdida é uma adaptação bem moderna e desapegada de “A bela e a Fera”. Li-o a pouco tempo e já está na lista dos meu preferidos (You bet!). Não é uma história leve, mas não deixa de ser envolvente. Fiquei completamente apaixonada pelo Bailey, tanto sua filosofia de vida, quanto sua visão de mundo. E inegável o quanto essa personagem ilumina o seu redor e faz toda a diferença nesse livro. A meu ver, personagens coadjuvantes fortes, se é que posso classifica-lo como coadjuvante, carregam uma atmosfera pouco explorada pelos autores, mas que aproxima muito mais o leitor à história. Bailey roubou a cena.

Vale ressaltar que a história de Bailey com a personagem Raquel formaria uma trama independente de ótimo enredo. Apesar do desfecho da participação do garoto ter sido como foi, o motivo do ocorrido foi nobre, foi por amor, e contrariou o que se esperava que fosse acontecer.(Adoro quanto o autor sai do óbvio)

Quanto ao casal principal, no começo achei Ambrose muito fechado, obscuro, mas o perdoei quando levei em conta tudo que passara e o que sofrera. Além disso, o fato do sentimento em relação à Fern ter surgido antes da tragédia, deu todo o toque de originalidade à história e a diferenciou de grande parte dos romances modernos. A troca de cartas ainda mostra um lado dessa personagem (Ambrose) que mostra além da questão física e fez com que eu adquirisse certa feição ao rapaz que não havia obtido até então.
Já Fern é a típica boa moça, desprovida de tanta beleza na época do colégio; cercada de poucos amigos, mas com bons amigos; não se acha capaz de seduzir o figurão da escola... (e clichê, mais clichê e mais clichê!). Mas ao contrário de outras tramas, foi capaz de mostrar sua beleza de outra forma.

Esse é um livro de amei 200%, tornou-se uma das minhas recordações das férias de julho e, sinceramente, ao contrário da maioria, espero que não tenha continuação, já que a história se consolidou perfeitamente da maneira como está. Então é isso... Boa Leitura! Estou ansiosa para ler outros títulos da autora.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Resenha: Easy - Tammara Webber

“De fácil não tem nada”



Lançado pela editora Verus e escrito pela americana Tammara Weber, ‘Easy’ mostra a história de Jacqueline e Lucas. Jacqueline é uma menina apegada a seu namorado de high school e segue-o para uma faculdade que ela não escolheu, apenas para ficar ao seu lado. No entanto, recebe um fora no segundo ano. É aí que se dá conta de tudo que perdeu e que está no meio de um completo vazio em sua vida, nada daquilo fora ela que escolhera e não a realizava. Tentando retomar a sua vida decide ceder às apelações de sua melhor amiga e colega de quarto e ir a uma festa, mas vê que ainda não estava preparada para esse tipo de badalação. Ao sair sozinha da festa é atacada por um colega de seu ex, mas é salva por um cara lindo que tem uma aura misteriosa que a deixa intrigada. Embora nunca o tenha visto, agora começa a encontrá-lo em todos os lugares e ambos sentem uma atração intensa. No entanto os segredos de Lucas podem ameaçar essa paixão, mas só vai ser possível saber disso se estiverem juntos para lutar.

Easy é uma história de amor simples, mas que de fácil não tem nada. Tem um tema meio pesado, mas é um livro mais do mesmo; um romance sem grandes avaliações, fiquei em dúvida até se merecia uma resenha. Embora a autora traga ao livro uma aura de drama, mistério o livro não me empolgou. E um romance fofo, mas só recomendo para quem é fã do gênero.


O livro tem uma continuação (Breakable), mas não estou muito empolgada para lê-la.

Resenha: Rush sem limites - Abbi Glines

“Espero que ‘Grey’ não seja assim”



Já referenciei a série ‘sem limites’ aqui no blog (confira aqui) e desta vez trago o livro “Rush sem limites”. Que conta a história de um cara com reputação de bad boy, cheio de carros de luxo e filho de um famoso astro do rock. O personagem só precisa de poucas pessoas permanentes em sua vida, para ser precisa, de duas. Até que chega a doce Blaire Wynn e o fascina com sua beleza pura, porém ele sabe que não pode se envolver com a  garota por conta de um problema de família, mas não consegue deixá-la em meio a todo o sofrimento que ela sofrera; perdera a mãe e fora abandonada pelo pai, e agora só tinha a Rush. 

Dessa vez a história mostra o lado de Rush. Depois do sucesso da trilogia “Sem Limites”, Abbi Glines trás a história na visão do bad boy mais famoso de Rosemary.

Mesmo que tenha sido um livro muito pedido, achei desnecessário que tenha sido feito da maneira que foi. Não reprovo a ideia do livro, pelo contrário, adoro histórias que mostram a visão da outra parte da trama. Mas foi tudo muito repetitivo, chato, sem graça, o típico: ‘desnecessário’. Assumo a postura de que a autora foi tão feliz no livro principal que o leitor já tinha uma ampla noção do sentimento e pensamento de Rush, esperava coisas a mais e até fatos extras.

Outro ponto importante é que esperava que abarcasse a série toda, não só o primeiro livro (Espero, sinceramente, que ‘Grey’ não seja assim)

Série 'Sem Limites'

Resenha: Para todos os garotos que já amei - Jenny Han

“Com um roteiro intrigante vai além das aparências”



Lançado pela editora Intrínseca e escrito pela americana Jenny Han, o livro conta a história de Lara Jean, uma menina com traços asiáticos que vê nas cartas de amor que escreve uma maneira de velar os sentimentos que lhe restam de seus relacionamentos. São cartas sinceras, diretas e que mostram toda a sua intimidade, coisas que não teria coragem de falar pessoalmente; No entanto essas cartas não são enviadas, essas confissões e mostras de seus sentimentos mais profundos ficam guardadas na caixa azul- petróleo que ganhara de sua falecida mãe. Até que certo dia as cartas são, misteriosamente, enviadas a seus destinatários e, repentinamente, a vida da garota vira de cabeça pra baixo.

Jenny Han - autora
Particularmente, ao ler o título e ver a capa do livro (Sim, julgo o livro pela capa), você pensa que é um desses romances melosos, repetitivos. É mister ressaltar que o começo do livro não muda essa ideia, é meio chato até. Mas aí as cartas são enviadas e “BOOM”: tudo muda de figura; o livro fica mais interessante e a autora começa a desconstruir tudo que eu pensava da história no começo.

Pertence ao gênero YA sem ser vulgar, mas também não é tão romântico, diria que tem a dosagem certa. Adorei essa pegada que chamaria de “erótico tímido”.

Lara Jean é uma menina comum que vê nas cartas uma maneira de desafogar os sentimentos por amores passados (Uma maneira bem inteligente de pensar e de extravasar). Entretanto a achei uma personagem dúbia, confusa; mas a escrita da autora me fez sentir parte de todo aquele contexto, é uma escrita fluída, bem construída.

Já Peter é o típico garoto popular americano. No começo o achei meio estúpido, mas ele foi ficando fofo e acabei não sabendo pra quem torcer.


Em suma, o livro é ótimo, uma ótima leitura. Já te ganha na sinopse e deve ter continuação: “P.S. : I Still Love You”. Louca para ler, a propósito, já que o final do primeiro livro é meio incompleto; o livro termina do jeito que começa (é tudo que eu posso falar.. SEM SPOILER)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Resenha: "A Herdeira" – Kiera Cass

Título: A herdeira
Autor: Kiera Cass
Ano: 2015
Editora: Seguinte 

#SINOPSE
No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.


#PAPO DE LINCE

Queria começar a resenha destacando a minha reprovação e a minha indignação quanto ao final do livro (Por que a Kierra Cass faz isso com a gente?). Eu tenho uma mania que me acaba em relação aos livros, me apego muito às personagens e sempre sofro nos finais (Blééé) – (Obrigada pela compreensão!)

A herdeira tem a mesma magia de “A seleção”, mesma aura, porém sem o mesmo romantismo e trás uma visão geral a cerca do universo da herdeira, ambientando o leitor  à nova realidade, tentando tornar a história o mais independente possível, mas sem deixar de atiçar a curiosidade de quem tá lendo, pois vai soltando pistas tanto do que acontece em “A seleção’ quanto em relação ao que pode acontecer nos livros subsequentes. Embora a autora se esforce para tornar o livro mais independente é impossível não compará-lo, o que pode não ser muito bom no que tange as expectativas que acabamos criando a respeito da história.

O que mais me chamou atenção, ao contrário de algumas opiniões que li por aí, é a postura da Eadlyn. Alguns a classificaram como chata, mimada, mas a vejo como uma mulher que tem um reino sob suas costas desde pequena e que precisa aprender a lidar com isso desde nova e deve assumir postura para tal. Superioridade, autossuficiência e determinismo são características de quem quer ser uma líder, como é o caso da personagem principal.

Achei muito válido a escrita da autora para o contexto em que o livro foi publicado, isto pois, é cada vez mais notório o empoderamento feminino e a tentativa de garantir a igualdade dos gêneros, não é porque a Eadlyn é menina que ela não pode assumir o trono, mas além de tudo isso também mostra como para que ser aceito socialmente algumas coisas não mudam. E inevitável!

Embora seja “durona” e se negue a achar que pode encontrar o amor de sua vida, a  personagem vai amolecendo e a história vai ficando mais romântica e aí: PIMBA!!!  A história acaba e pelo menos 4 pretendentes estão no páreo.
Ansiosa para o próximo livro,
Att, Olhos de Lince

terça-feira, 2 de junho de 2015

COMBO: RESENHA “Entre o agora e o nunca” e “Entre o agora e o sempre” - J. A Redmerski


“Entre o agora e o nunca” foi uma surpresa, tinha acabado de fazer o post “Romance, Romance, novidades à parte” e estava meio desacreditada quanto aos livros que viria a ler e eis que surge este belo romance.
“Vai além da história romântica, é delicado, comovente, envolvente, emocionante e apaixonante”Sobre “Entre o agora e o nunca”“Mais do mesmo”             Sobre “Entre o agora e o sempre”
...Entre o agora e o nunca...
#SINOPSE
Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para a rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho.
Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos.Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, 'Entre o Agora e o Nunca' é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.
#Papo de Lince
A capa do livro é absolutamente linda. A autora tem uma dinâmica de escrita bem rápida e uma habilidade de descrição do ambiente simples, mas eficiente; o que me lembra muito a escrita do John Green (Isso foi um elogio, só pra deixar claro). É um livro altamente reflexivo e mostra como a sociedade pode influenciar a vida das pessoas e não deixar que isso aconteça pode ser libertador. (Trás aquela coisa da função social do livro que citei no post do começo da resenha)É um livro “New Adult”, mas não chega a ser um “Cinquenta Tons de Cinza”. A autora sabe dosar bem as coisas, tem romance na dose certa, drama na medida exata; a narração partilhada, ora Andrew, ora Camrym, mostra as duas perspectivas dos acontecimentos. Mistura questões que normalmente seriam clichê: “drama adolescente, câncer e rock”, mas não o é. Com o desenrolar da história você vai ficando mais aflito, até que quando dei por mim chorei o último capítulo inteiro.  No “começo da parte final do livro” (exatamente isso! Acho q vocês entenderam o que quis dizer..kkkk) a autora conseguiu me tirar o ar, pensei que ela fosse destruir o livro ali, que fosse estragar tudo, mas ela consegue dar a volta por cima e, dentro das circunstâncias que achava que acabaria o livro, só posso classificar o final como “ok”(O final foi muito corrido, do nada se passam três meses), já que não posso dizer que foi ruim , pois poderia ter sido bem pior (Bela teoria, não acham?).
...Entre o agora e o sempre...
#SINOPSE
Camryn Bennett e Andrew Parrish nunca foram tão felizes. Cinco meses depois de se conhecerem num ônibus interestadual, os dois estão noivos e prestes a ter um bebê. Nervosa, mas empolgada, Camryn mal pode esperar para viver o resto de sua vida com Andrew, o homem que ela sabe que vai amá-la para sempre. O futuro só lhes reserva felicidade... até que uma tragédia os surpreende. Andrew não consegue entender como algo tão terrivelmente triste pôde acontecer. Ele tenta superar o trauma — e acredita que Camryn esteja fazendo o mesmo. Mas, quando descobre que Camryn busca sufocar uma dor imensa de uma forma perigosa, fará de tudo para salvá-la. Determinado a provar que o amor dos dois é indestrutível, Andrew decide levar Camryn numa nova jornada carregada de esperança e paixão. O mais difícil será convencê-la a ir junto... Com Entre o agora e o sempre, a aguardada continuação de Entre o agora e o nunca, J. A. Redmerski concluiu a história de amor que encantou milhares de leitores.
#Papo de Lince
O segundo livro tem uma narração mais lenta e, a meu ver, menos emocionante. Esperava mais da história, é como se ele não tivesse sido planejado e toda emoção tivesse ficado no primeiro livro; toda história da depressão deixou o livro chato e a centralização nos personagens principais tornou a coisa ainda mais monótona, senti falta dos personagens secundários; nada me prendeu ao livro.
A história cega a ser “mais do mesmo”, não empolga, não é original, não envolve; mas preferi acreditar no livro até o final, já que amei o primeiro. Essa continuação foi desnecessária.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

After - Anna Todd- Resenha


#SINOPSE

Anna Todd - autora
Lançado em 2014 e escrito por Anna Todd, After conta a história de Tessa, que é uma garota de 18 anos que acaba de deixar a casa de sua mãe para ir morar no campus da faculdade. Estudiosa, responsável e recatada, ela não quer saber de festas e nem de paixões. No primeiro dia na faculdade, Tessa conhece Hardin, um jovem rude, lindo e todo tatuado que implica com seu jeito de garota certinha. Os dois se detestam, mas ao mesmo tempo não conseguem ficar longe um do outro. Logo, começam um relacionamento intenso e turbulento. Consumida por uma paixão que ela imaginava não ser possível, Tessa vê sua sexualidade aflorar. Mas por trás do chame irresistível de badboy, Hardin carrega fantasmas de seu passado, que podem colocar tudo a perder. Depois de Hardin, Tessa nunca mais será a mesma.




#Papo de Lince
“Romance pesado, extenso e fraco, mas que pertence a um gênero promissor”

After conta uma história completamente fora das probabilidades imagináveis de um relacionamento (realisticamente falando, tem tudo para dar errado), mas que se baseia em uma mentira, que contra a vontade de uma das personagens se torna verdade. A inversão dos valores de cada personagem foi bem exemplificativa, foi uma evolução notória que passa de estranhamento, repulsa, admiração, interesse e paixão.
É um enredo desnecessariamente extenso, com um casal chato, e onde se repetem sempre as mesmas situações, além de terminar de maneira abrupta (Anna Todd adora fazer isso – spoiler alert), mas com a revelação do grande segredo que te faz entender toda a trajetória da história.
A história até que é boa, mas o prolongamento do livro o faz perder a atratividade, os personagens paralelos são fracos e o âmbito do livro é bem limitado.
Não é indicado a uma faixa etária baixa (16 anos, no mínimo), pois aos que não sabem, After é uma fanfic (erótica) de One Direction, ou seja, é um livro com uma temática de romance adolescente erótico , mas é uma pedida interessante para os amantes dos romances, não é o tipo de literatura para ser devorada em uma tarde ociosa, não é leve, mas, ainda sim, é um pouco intrigante e detém uma história marcante.

                                                                            Por Tallyta Leite

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Resenha: “Amor nas Entrelinhas” – Katie Fforde

“UM CONTO DE FADAS DELICADAMENTE ESPIRITUOSO... FEITO PARA DIAS ENSOLARADOS NO PARQUE.”  – COSMOPOLITAN




#SINOPSE
Com um toque de romance batido, mas sem deixar de ser original, “Amor nas entrelinhas”, escrito pela Londrina Kate Fforde, conta a história de Laura, uma
jovem de 26 anos com o mesmo ‘complexo de Bela’ da maioria dos romances ‘água com açúcar’ por aí. Laura é apaixonada por livros, na verdade os entende muito bem. Está vendo seu emprego ir pelo ralo, por conta da desvalorização das livrarias e, consequente fechamento da livraria de Henry (que a deixava autonomia para realizar eventos literários de sucesso).
Katie Fforde
Entretanto é durante o evento da mais nova sensação literária, que Laura chama a atenção de Eleonora, um agente super competente que se encanta com os conhecimentos e opinião literária da moça e a convida para organizar um festival literário que iria funcionar concomitante a um festival de música. Embora não quisesse Laura se vê envolvida no evento e lhe é dada a missão de convencer Demont, um figurão literário, residente na Irlanda, a participar do festival, após 15 anos de reclusão absoluta, a fim de obter o patrocínio de um milionário fã do escritor. É aí que a história ganha certa aura de conto de fadas e um amor se escreve nas entrelinhas desse romance (Chega de spoiler).


#PAPO DE LINCE
O andar do enredo se encaminha para uma história ‘piegas’ e com um toque de romance comum, só que amor nas entrelinhas se mostra original no que tange a parte além do simples romantismo homem-mulher, mas apresenta um romantismo homem-literatura. Destaca a dificuldade que vem sendo encontrada no mundo literário tanto no que tange a parte comercial, quanto a dificuldade que pode ser encontrada na face artística, no âmbito criativo.
Não sei se proposital, mas percebi uma mudança de perspectiva, da linha de abordagem da autora, como se tivesse tido um ócio criativo.
Começa com um toque de romance avassalador e passa para um toque morno, meio água com açúcar, com um final, que em minha opinião deixou a desejar.
No início o livro apresenta narrativas fracas e, particularmente, um narrador observador que, apesar da pegada mais ‘conto de fadas’ não me agrada muito. Esperava mais contato com a relação dos dois e, por mais que se trate de um amor nas entrelinhas, acho que faltou margem para esse tipo de imaginação do leitor.
A personagem Laura, tem certo complexo de Bela, mas na medida certa. É altamente competente, intrigante, como poucas personagens desse tipo de livro.
Em tudo, é uma história leve, ideal para uma tarde livre. Os desencontros, as sacadas e alguns diálogos são hilários e trazem o leitor a uma montanha-russa de emoções: tristeza, alegria, vergonha-alheia, raiva e decepção.

Para quem procura uma leitura romântica para uma tarde ociosa, esse livro é ideal.

Por Tallyta Leite