domingo, 9 de setembro de 2018

I'm done



Um dia brincamos do que queríamos ser quando crescer e, de repente, estávamos entrando num mundo novo e escolhendo o caminho a seguir. Foram tantos os motivos… Indicação de alguém, mudança de curso, curiosidade, vontade de ajudar e muitos outros que levaram cada um a escolher, formando a eterna e única Turma “187”.
Assim o tempo passou… Encarregou-se de encher as agendas, evidenciar as diferenças e nos apresentar grandes amizades e grandes batalhas. E no final deste livro, que levou cinco anos para ser concluído, aprendemos a lutar e construir a nossa história — que algum dia nos lembraremos com saudades. Talvez não da sala de aula, das provas, dos problemas da Universidade, de algumas arbitrariedades, mas das trocas de experiências, de como aprendemos a ser quem somos hoje e das horas felizes que, de alguma forma, passamos juntos.
Neste momento, deixamos de ser apenas colegas para sermos companheiros de profissão, dando o primeiro passo em direção a uma vida cheia de surpresas e desafios, mas com a certeza de que concluímos mais uma etapa em nossas vidas.
Aos pais, é essencial reconhecer que somente eles sabem do sacrifício, da dedicação, abdicação de tempo e de muitos projetos pessoais para que nós, filhos, tivéssemos a oportunidade de estudar e de ter não só uma boa formação profissional, mas também pessoal. Não foram apenas pais, mas amigos e companheiros, mesmo nas horas em que nossos ideais pareciam distantes e inatingíveis. Esse é apenas o primeiro dia do resto de nossas vidas, mas saber que podemos contar com vocês nos torna mais fortes e capazes.
É com essa admiração e respeito que agradecemos por todos os esforços e demonstrações de amor desmedidas, que foram fundamentais para a formação de nosso caráter, dedicando-lhes mais essa vitória em nossas vidas.
Saio da Universidade esperançosa e cheia de planos que só foram possíveis graças às oportunidades que tive ao longo da minha formação acadêmica, pelos exemplos profissionais que observei e por todo apoio e confiança que foram, são e serão depositados em mim. 
Ao fim do curso - após cinco anos - uma gama de sentimentos pode ser elencada, mas gratidão e felicidade, sem dúvidas, são os principais deles, os quais se misturam em uma química inexplicável.
Em especial agradeço a Deus e à toda minha família. Sou grata aos meus pais, bem como ao meu irmão, pelo incentivo e apoio incondicional.
À UFMA quero dizer que esse não é um “adeus” e sim “até logo”

A maravilha de escrever



A dias tenho sentido vontade de voltar a escrever no blog. Escrever é uma das coisas que amo fazer, assim como ler, mas as atribuições do fim da faculdade, volta do Canadá, e OAB me afastaram um pouco dessa minha paixão.
Sempre fui daquele tipo de pessoa que se expressa melhor escrevendo. Não que eu tenha problemas como falar com a pessoas, ou fazer discursos, eu só acho que me comunico muito melhor assim. Escrever é uma maneira de apenas nos desligarmos do que estar ao nosso redor e nos concentrar apenas nas palavras e no fluxo de ideias que vem da nossa cabeça.
O blog é algo que faço de alma, sem pressão, sem expectativas, apenas uma torneira aberta para os meus pensamentos. Não julgo quem o faça, mas não sou de textões no facebook, prefiro um lugar mais pontual, sem deixar de expor minhas opiniões.

So...  Baby, I'm back

quinta-feira, 8 de março de 2018

E o Intercâmbio?...


Você faz suas escolhas e elas fazem você. Isso é fatoHá alguns meses, dada me foi a oportunidade de conhecer uma realidade e experimentar um âmbito completamente novo na minha vida. Seria uma CIDADÃ DO MUNDO. O CDM é um programa me oportunizou estar no Canadá e que possibilitou o intercâmbio cultural para centenas de alunos oriundos da rede pública de ensino de nível médio. Um programa que vai além de mandar alunos para o exterior e aprender Inglês. 
O intercâmbio era um sonho que parecia tão distante e que, de uma hora pra outra, se tornou uma realidade que até agora é difícil de acreditar.



O PROGRAMA CIDADÃO DO MUNDO

O Cidadão do Mundo em rasa análise é um programa governamental que proporcina intercâmbio cultural. No entanto, indubitavelmente, vai além de mandar alunos para o exterior a fim de que aperfeçõem suas habilidades linguísticas quanto ao Inglês; o CDM muda perspectivas de vida para quem participa, e também leva esperança e motivação para alunos que não tiveram essa oportunidade, ainda. 
Conheci o programa através de vários amigos que fizeram ou concorreram ao intercâmbio. Devido a uma série de tribulações na minha vida acadêmica, acabava por adiar a inscrição e sempre perdia os prazos; creio que no fundo, a verdade é que não acreditava que minha nota era suficiente ou que, como nas outras edições era feito um curso e posterior prova para uma nova classificação. O fato é que o intercâmbio, sem dúvidas, parecia uma realidade distante e ceticamente possível.
Quando recebi a notícia do resultado, confesso que não tomei a condição de aprovada no certame, sempre achava que a qualquer momento alguém diria que era uma pegadinha, ou coisa do gênero, pois é um situação completamente atípica, são raros os governos e iniciativas públicas que investem e valorizam a educação pública desta maneira, é um olhar que se desloca a uma linha de visão diferente e que se mostra de inteligente perspectiva, se me é permitido opinar.
Como demorei a acreditar e a realmente confiar que iria viajar e conhecer outro país, minha primeira viagem de avião, inclusive, não tinha muitas expectativas com o intercâmbio, estava aberta a novas experiências e a determinada a aproveitar ao máximo a multiculturalidade que estava prestes a presenciar e as amizades com pessoas de vários lugares do mundo quer estava prestes a fazer.

O PAÍS DE DESTINO

Sempre tive uma certa dificuldade em aprender o inglês, não quer fosse impossível para mim, mas por uma questão de que não tinha contato com séries, músicas, livros que me aproximassem da língua. O intercâmbio era a minha oportunidade de mudar isso.  Confesso que a minha impressão do Canadá, por óbvio, foi frio. Não estava preparada para os 6 graus que pegamos logo quando chegamos, mas tudo isso foi mudando.
Fiquei em uma casa de família com origem Filipina, meus hosts eram alérgicos a uma série de alimentos e, pelo fato da hostmother ser cozinheira, a parte da minha alimentação foi um dos pontos mais positivos da viagem. Tive uma alimentação completamente regrada, saudável e pude experimentar e conhecer muita da cultura Filipina. Eles foram super atenciosos e mantivemos uma relação bem harmoniosa. Nesse ponto, até hoje, escrevo depois de 2 meses e meio que voltei de Toronto, e ainda mantemos contato.
Toronto é uma cidade cosmopolita e, desta forma, abraça muitas culturas. É uma cidade que está preparada tanto para o frio o qual é habitualmente submetida, quanto para tornar o mais confortável possível a vida das pessoas que nela vivem.  Tivemos a sorte de visualizar três paisagens bem distintas da Cidade. Um Toronto com sua vegetação ainda verde, florida, com clima ameno; fomos agraciados com o famoso outono Canadense, com a vegetação que toma a cor de um crepúsculo dos mais belos que tive oportunidade de ver, até que essa mesma vegetação fosse tomando uma coloração mais amarronzada e logo vimos a cidade tomada por uma cama de branco que, por mais que pudesse parecer monótono, transmitiu uma sensação ímpar.
Estudamos na WTC uma escola que recomendo para qualquer um que queira fazer intercâmbio no Canadá. A equipe sempre disposta a nos ajudar e se tornaram nossos amigos. Os professores são um show à parte. Nunca foi tão fácil aprender inglês para mim. Sem dúvidas, a experiência em outro país potencializa a sua aprendizagem.

Cheguei na WTC com uma das menores proficiências, começando no nível II e saí em uma das turmas do último nível, o VII. Em 15 dias já conseguia me comunicar e isso me surpreende até hoje. No primeiro mês visitamos boa parte dos pontos turísticos e esse foi um ponto crucial para o desenvolvimento da nossa habilidade de conversação, era obrigada a desenvolver uma conversa, embora mínima, com as pessoas que poderiam me ajudar nos locais.
Particularmente, nos dois últimos meses do intercâmbio, me afastei do grupo do CDM e comecei a andar com um outro grupo de estudantes dentre eles, Mexicanos, Japoneses, Coreanos e Turcos; uma das melhores decisões, cada dia aprendia uma palavra nova, no mínimo, e fui melhorando muito mais minhas habilidades. 

Quanto ao impacto cultural, esse foi um dos meus últimos tópicos nas apresentações da WTC. Positivamente, os Canadenses não foram tão frios quanto eu pensava, sempre muito solícitos, mas claro que algumas coisas se confirmaram, como a questão dos cumprimentos, da educação e etc.

O QUE É SER UM CIDADÃO DO MUNDO

O intercâmbio além de, por óbvio, ter grande contribuição para a proficiência da língua escolhida, muda sua perspectiva de sociedade, de viver em sociedade, pelo menos foi o que mais significou para mim. A população Canadense, sob uma perspectiva geral, respeita muito as diferenças e lida bem com a pluralidade. Indubitavelmente boa parte disso é consequente da miscigenação, mas não é algo que eu percebo em São Paulo, que seria a cidade com maior parâmetro nesse quesito.

Percebi de um dos maiores entraves do intercâmbio é o receio, o medo de falar errado, de ser repreendido. 
Talvez esse tenha sido um dos meus trunfos no intercâmbio. Não ter medo de falar, de tentar me comunicar com meus colegas de classe, com as pessoas na rua, afinal, esse era meu objetivo. No entanto, conforme já falei no início do relado, nunca tinha tido uma afinidade com o Inglês e cheguei no primeiro nível da escola. Nos foi oferecido um curso online, mas creio que não foi suficiente. Senti falta de um curso mais efetivo, preferencialmente presencial, ao menos para que pudesse aproveitar mais a escola, as turmas mais diferenciadas que eles tinham a oferecer.
Outro ponto é que o curso parcial, deixa de oferecer muito, não é à toa que usei parte da bolsa para complementar meu curso e aderir ao programa integral. Umas das minhas melhores decisões no intercâmbio. Não fui a única.
DE VOLTA AO MARANHÃO, E AGORA?
Há alguns meses, dada me foi a oportunidade de conhecer uma realidade e experimentar um âmbito completamente novo na minha vida. Seria uma CIDADÃ DO MUNDO. Sei que viajei utilizando um dinheiro público e agradeço imensamente pela oportunidade que me foi dada. A aproveitei ao máximo que pude, cheguei ao último nível e evolui imensamente como ser humano, adquiri confiança, coragem, e determinação para tentar fazer diferente.
No último de aula, conversei com alguns professores da escola e todos foram unânimes em pedirem que eu agradecesse pela oportunidade deles participarem de um projeto tão bonito e tão inovador. Projeto tal que outros Estados, outros países, deveriam acolher e também fazer a diferença na vida de estudantes, como aconteceu comigo.
O intercâmbio era um sonho que parecia tão distante e que, de uma hora para outra, se tornou uma realidade que até agora é difícil para mim acreditar. 
Após 3 meses em um país de 1° mundo, ao contrário do que muitos podem pensar, eu não saí com a vontade de voltar e imigrar. Minha vontade é de utilizar o que eu aprendi para, quem sabe um pouco, melhorar a realidade do meu Estado.
A Tallyta que veio para o Canadá não é a mesma que voltou ao Brasil, muita coisa mudou, sobretudo 
a perspectiva de coletividade. Antes de vim, meu pensamento era individualista, terminar o curso de Direito, começar a advogar ou passar em um concurso; mas agora é como usar meu conhecimento para quem sabe, mudar uma realidade. Pode parecer utópico, mas é o meu sentimento no momento.



A mudança de mentalidade individualista vai ser uma das minhas maiores contribuições para o meu Estado. Pode parecer pouco, mas vejo que pode fazer uma diferença significativa no meu futuro e, provavelmente, que seja um pouco, no do Maranhão

.
EM UMA SENTENÇA, COMO PODERIA EXPRESSAR O QUE REPRESENTOU SER UM CIDADÃO DO MUNDO?

Retirada dos “Antolhos” e oportunidade de analisar que posso contribuir muito mais para as pessoas ao meu redor do que pensava.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Lugares bons e baratos para comer em Toronto


     Uma das maiores vantagens de estar em um lugar multicultural, como Toronto, é experimentar a comida dos restaurantes de qualquer parte do mundo.

     Desde que chegamos aqui, estamos tentando visitar o maior número de restaurantes possível, desde que seja barato e, por óbvio, de países diferentes. Sempre costumo pesquisar muito antes de visitar certos lugares, mas no quesito restaurante, fiquei um pouco desapontada com a carência de informações; assim, além dos lugares mais famosos, fomos descobrindo novos lugares que merecem serem compartilhados. Quando visitarem esses restaurantes, não esqueçam de me marcar no instagram (@_tallytaleite), ficarei super feliz.

     Falarei sobre os restaurantes em posts diferentes e depois faço um post juntando todos eles e os endereços

1. WAREHOUSE




    Um dos restaurantes mais legais, mas que ainda assim, poucos conhecem, é o El Furniture Warehouse. O meu favorito fica localizado na 410 Bloor Street e é uns dos restaurantes parada obrigatória da cidade. Além da comida saborosa, o atendimento de primeira, o ambiente bem descontraído e a decoração super descolada; um dos maiores atrativos fica por conta de todo o menu custar, sem impostos, 4,95 dólares e como acompanhamento você pode escolher entre fries ou salad.
    Minhas recomendações vão para o Smokey BBQ Burguer, o Roasted Turquey Sandwich, e o Warehouse Poutine. Para a sobremesa, não deixe de experimentar o Fries Apple Pie.



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Como eu edito as minhas fotos


        Se tem uma coisa que eu tenho amado é organizar o feed e testar combinações diferentes no VSCOCAM. Muita gente tem me perguntado o filtro que tenho usado nas minhas fotos aqui no Canadá e hoje eu vim pra falar um pouco de como eu as edito

1-      Sempre busco o lugar melhor iluminado possível e com alguma referência em vermelho ou avermelhado (mais Canadense impossível);

2-      O Pinterest é o meu melhor amigo para buscar inspirações e poses para as minhas fotos do Instagram;

3-      Os aplicativos que mais tenho usado são o AirBrush, Snapseed e VSCO;

4-      No AirBrush costumo clarear a foto em alguns pontos. Normalmente o chão, o teto, ou alguma referência mais clara no fundo;

5-      No Snapseed gosto de alterar as configurações de pontos específicos da foto usando a ferramenta “seletivo”; normalmente o céu, alguns pontos do meu rosto e etc.

6-      No VSCO minha série preferida é a ‘Minimalist’, especificamente o J3.

Homofobia



Aqui no intercâmbio, minha classe da tarde é de Current Events e temos discutido muito sobre Direitos Humanos, Direitos das mulheres, igualdade e etc. E esses dias, conversando com um dos meu melhores amigos aqui em Toronto, ele me disse uma coisa que me deixou pensativa por muito tempo.
“Tallyta, eu ainda não sofri homofobia aqui em Toronto”

 O que me leva a pensar o que passa na cabeça das pessoas que fazem esse tipo de discriminação.

Obviamente que sei que é uma questão histórica, mas não por isso acho que deva ser aceita. Nós precisamos aprender que viver em sociedade e viver em grupo requer respeito mútuo e não posso julgar ninguém pelo que ele acredita. Essa é uma das maiores lições que aprendi com o intercâmbio.

Cresci ouvindo coisas que remetiam a “ser veado” como uma ofensa, quando o “ser veado” não é uma escolha para quem o é de fato; é uma libertação de identidade, uma externalização de uma crença. Defendo piamente que não existe verdade absoluta. Não é porque respaldado em uma fé que prega a homossexualidade como produto mundano e que não devo seguir , que tenho direito de apontar meu dedo em direção ao outro que acredita em proposições diferentes das minhas. Não é o fato da pessoa querer se relacionar com outra do mesmo sexo que a torna pior, ou desrespeitada. O que nos torna pior é achar que somos superiores em alguma coisa, quando, na verdade, nem sabemos quem somos.

Ao meu ver, não é reprimindo a Homossexualidade de certas crianças que vamos prepará-las para a realidade da vida; uma palmada, uma surra, não vai resolver uma questão de alma, que, de antemão, não há nada o que ser resolvido. Não é escondendo as vontades delas que conseguiremos com que sejam “aceitas”, por que, afinal, ninguém é aceito totalmente, socialmente falando, seja por que seu cabelo é cacheado, seja por que seu peso não é o ideal, seus olhos não são claros, seu nariz é um pouco achatado, ou que seja por que o branco do seu olho não é branco o suficiente. Sempre há uma maneira, é o que tento dizer. Qual a melhor maneira de preparar uma criança para o futuro do que fortalecendo sua identidade e suas convicções? Ensinando-a a realidade. Sempre achei que a melhor maneira de passar por uma situação é entendendo ao máximo como ela funciona.

Quando você olha um homossexual na rua. Qual a sua reação? Seja Drag, montado, desmontado, tanto faz...? A maioria das pessoas aponta e ri, faz piada para o amigo; mas essa mesma pessoa faz textão no facebook dizendo que é um absurdo a decisão a favor da cura gay. Quando eu olho a mesma situação não vem à minha cabeça uma aprovação, do tipo, está certo, tem que ser assim; por que não tenho nada a ver, Quem sou eu pra concordar ou discordar? O que vejo e o que sinto é uma admiração por expor e mostrar ao mundo o quão convicto é sobre o verdadeiramente acredita.

Não estou dizendo que Toronto é perfeita, o que seria hipocrisia, mas o que tento passar é a ideia de que podemos ser melhores e de que podemos respeitar o que o outro verdadeiramente é.

domingo, 29 de outubro de 2017

Mais que amigas, somos FRIENDS


Escrevo hoje, ainda que a, aproximadamente, 6214 km, por uma razão ímpar, clarividente e de grande alegria, para falar sobre Amizade.
Em dezembro de 2013, oficialmente, foi marcado o início de um grupo que, a partir dali, se unificaria e se consolidaria como quando o pólen, que perdido e carregado pelo vento, encontra sua flor e assim conduz seu caminho e seu apoio para que possa crescer e dar continuidade à vida.
Eu gosto de um texto, cuja autoria não tenho certeza, mas creio que seja da Martha Medeiros, o qual diz que as pessoas entram na nossa vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida inteira"
Quando alguém entra por uma “Razão” é para suprir uma necessidade que você demonstrou, vem auxiliar em uma dificuldade para ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente, é como uma dádiva; mas que desaparece, some e até morre.
Quando alguém entra na sua vida por uma “Estação”, elas vem para dividir, crescer e aprender junto com você. É uma experiência de paz; ou simplesmente fazem você rir. Te dão oportunidade de experimentar coisas novas. Mas também desaparecem, somem.
Já os que aparecem por uma “Vida inteira” são aqueles que, não necessariamente estarão sempre ao seu lado, mas que deixarão em você lições , amores, sentimentos e sabores que formação seu emocional, é uma relação de clarividência.
Concordo com o texto, no entanto acho que falta uma quarta classificação, pois existe uma amizade de uma vida que se inicia por uma razão,  se consolida por uma estação e nos marca eternamente. 
Agradeço muito por poder ter experimentado essa amizade várias vezes na minha vida. Primeiramente com a minha família, depois no ensino médio, e agora na Universidade. Acho que poucas pessoas tem a chance de passar por isso e eu só tenho que agradecer.
A amizade de uma vida inteira, aquela que é verdadeira, é quando, mesmo longe, os pensamentos se conectam e quando você toma pra si a angustia do outro e diz “vamos levantar juntos”, é quando glorifica e fica verdadeiramente feliz com as conquistas do outro como se fossem suas.
Ainda que o nome do grupo o qual eu comecei o texto me referindo (Serpientes) seja um pouco sugestivo, embora significativo , o grupo de amizade que tenho hoje me ensinou a valorizar mais as pequenas coisas, a compreender que problemas tomam dimensões diferentes para cada uma, e que é preciso aprender a respeitar o que cada um sente. Ouvir o amigo e não julgá-lo pode ser mais importante, ou tão importante quanto, aconselhá-lo. Apoiá-lo, ainda que não concorde, e continuar lá quando as coisas dão errado sem falar um “eu te avisei demonstram a “Razão” consolidada pela “Estação” que torna uma amizade para a “Vida Inteira”.
Hoje, o que me motivou a escrever esse texto é o aniversário de uma amiga, uma pessoa maravilhosa, que não mede esforços, move céus e terra para ajudar todos aos seu redor, como pode e até como não pode; mas que ultimamente não tem passado por coisas muito fáceis em sua vida.
Recentemente, ao visitá-la, eu disse que tudo acontece por uma razão; e agora eu continuo o que disse afirmando que a partir do que nos acontece, o que podemos fazer é dar o nosso melhor e garantir que o amanhã seja diferente do hoje e do ontem. Se for preciso de uma mão para ajudar a levantar, estamos aqui; se for preciso de uma bengala para que você apoie todo seu peso e, assim, possa se erguer, podemos ser este apoio; se for preciso que eu chame um guindaste pra te levantar, “Estamos trabalhando” com isso também...
Enfim, tudo vai dar certo. Este é o nosso lema...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cheguei, Toronto

Lágrimas, abraços,  fotos, conselhos e 25 jovens embarcam rumo ao Canadá (Toronto e Quebec) buscando uma experiência e aproveitando uma oportunidade única em suas vidas. 3 meses imersos após serem arremessados em queda livre (obviamente metaforicamente falando) em outra cultura, rodeados de pessoas com hábitos diferentes 24h/dia.
Fizemos conexão em São Paulo. Corre que não vai dar tempo, segue o grupo. Pegue as malas, siga à Air Canada. Help me, a perna cansa. Mas quem liga? A gente tá indo pro Canadá.
Chegamos em Toronto. Sigam para a imigração
“Tallyta is a different and beautiful name. Ok! Thats ok. Thank you “
Ufaa.. foi muito simples. Ainda bem, por que não sei falar inglês. Lembra?
Hora de conhecer a homestay. Será que são legais?
Chego na homestay. Melhor do que isso, só dois disso. Atenciosos, cozinham bem, pacientes...  deu tudo certo.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Não quero me casar?


Desde pequenas somos acostumadas à ideia de brincar de casinha, cuidar da boneca (“Qual o nome da sua filha?!”), assistir aos clássicos da Disney (“Que princesa você é?!”), sonhar com um príncipe encantado que chegará num cavalo branco para nos livrar de todo o sofrimento e seremos felizes para sempre.

Quando você cresce, percebe que nem tudo é tão mágico e que, provavelmente, o príncipe encantado não vai chegar num cavalo branco. A grande questão é que a maioria das mulheres busca o “homem perfeito”, “o príncipe encantado”; mas, amiga, posso não ter muita experiência sobre o assunto, no entanto preciso te falar que príncipes tais quais os contos de fadas não existem.

Essa concepção de casamento como único objetivo da mulher vem mudando, ainda bem, e ratificando isso, temos os “novos” contos da Disney que mostram mulheres mais independentes, guerreiras, como a Valente, por exemplo.

Antes que me crucifiquem, não é que eu não queira casar, só não sonho com isso. Entristece-me pessoas vinculando o casamento a uma festa. E depois?! Nossa geração é imediatista e se algo está quebrado, apenas o trocamos, não o consertamos, e nos relacionamentos tem ocorrido a mesma coisa. São poucas as pessoas que tem o dom do diálogo, saber conversar, ceder, ouvir. E não é à toa que o número de divórcios aumenta a cada ano.
“Um casamento perfeito são duas pessoas imperfeitas que se recusam a desistir um do outro”
Acredito no casamento/relacionamento como uma parceria, em que pessoas se juntam para crescerem juntas, são como sócios. Certidão de casamento não é título de propriedade ou posse de ninguém. Amor, paixão não é obsessão. É muito fácil olhar uma pessoa por seus defeitos, mas é muito mais feliz amar por suas qualidades.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O inesperado pode ser bom



Tento ao máximo me organizar, planejar meu dia, minha semana, meu mês, mas sempre podem acontecer imprevistos. Coisas inesperadas acontecem o tempo todo e confesso que não sou muito receptiva a esse tipo de acontecimento, mas, para o que vou contar agora, acho que posso abrir uma exceção (kkkkkk), embora tenha tido que adiar meus planos para prova da OAB, monografia etc, no entanto, acho que vale a pena. Ô se vale!

Mãe! Pai! Família! Amigos! Vou passar três meses no Canadá!

Em 2009, 8ª série, estudava em uma escola reconhecida aqui em São Luís e decidi seguir os passos do meu pai e tentar o seletivo para o Instituto Federal do Maranhão. Me dediquei por 3 meses, horas de estudo diário, mesmo sob os protestos de alguns que julgavam que estava estudando demais. Sempre tive essa filosofia, se me proponho a fazer uma coisa, tento dar o meu máximo. E foi o que fiz. Passei e pude escolher qualquer dos cursos que a instituição oferecia e “Química, love you.. kkkk”. Foram 3 anos de estudo intenso, muito incentivo a meu desenvolvimento pessoal e acadêmico e no último ano, mais sacrifício ainda pra tentar conciliar com um curso pré-vestibular, visto que o IFMA não se preocupa tanto com essa parte. O foco é a vida profissional. Passei 10 meses, praticamente, saindo 6:30 de casa e voltando às 22 horas.

Podia ter ficado na escola em que estudava. Era a opção do meu pai na época, inclusive; mesmo que isso significasse um esforço muito grande pra ele. Mas fiz uma das melhores escolhas da minha vida, uma decisão que me abriu muitas portas e contribuiu significativamente para o que sou hoje. O IFMA é um lugar em que me sinto em casa, me sinto bem, acolhida.

Não falo isso pra me vangloriar, ou “me aparecer”, pelo contrário, falo para agradecer,  para mostrar que uma escolha pode ser um passo para coisas muitos maiores. Mas o que isso tem a ver, não mesmo?

Tem tudo a ver! É graças a essa escolha, ao IFMA e tudo que ele me fez buscar, inclusive por que não oferecia, por exemplo (kkk); a autonomia que a escola me dava, me fazia querer  sempre buscar as coisas por mim, ir atrás, pressionar,sem falar na minha família que sempre e apoiou, acreditou em mim (até mais que eu), que me possibilitou hoje estar cursando Direito na UFMA, e que, neste momento, me proporciona a oportunidade de participar de um dos programas mais inovadores e que estimula o aluno a dar o melhor de si sempre e nunca pensar baixo. Estimula o aluno a prospectar toda sua vida acadêmica e profissional, mas sempre buscando valorizar o seu lar, seu Estado ou cidade.

O programa Cidadão do Mundo, ao qual me refiro, é um programa que contempla alunos da rede universitária, entre 18 e 24 anos, que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas da rede pública ou entidades sem fins lucrativos, para fazer um intercâmbio de 3 meses a fim de aprimorar suas habilidades linguísticas em outros idiomas. No meu caso, o Inglês. Mas volta-se também ao retorno da experiência, pós-intercâmbio, à comunidade, em que nos é incumbida a tarefa de disseminar todo o aprendizado que teremos no exterior.

A ansiedade é enorme e espero que seja uma experiência maravilhosa!


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Raiva



Hoje, meu irmão chegou em casa já bem transtornado devido ao número de provas com alto grau de dificuldade que tem feito e começou a gritar descontroladamente comigo, berrando, proferindo palavras de baixo calão; tudo por que liguei pra ele e, segundo ele, poderia tê-lo prejudicado na prova. Em minha defesa, ainda não adquiri dons para ver através de bolas de cristal. Se seu irmão costuma chegar, no máximo, 18 horas e às 20h ainda não chegou, não viu a mensagem que você mandou às 17; a reação mais lógica é ligar, ainda mais que ele não avisou que a prova começava tarde, ou que poderia terminar tarde.
Sempre costumo falar que evito ficar mal-humorada ou estressada em determinadas situações, por que minha beleza é superior. Essa é uma verdade que embora nem sempre consiga cumprir, é um bom objetivo pra se ter no caderninho.
Saber separar suas raivas, tratá-las, moldá-las pode ser uma alternativa. É claro que existem momentos que não é possível deixar de sentir, mas não vejo necessidade de emitir essa raiva, descontar em terceiros.
A raiva é um sentimento que na maioria das vezes vem atrelada a uma ação desproporcional, a falas desarrazoadas e sem filtro e, a meu ver, se difere do mal humor. Existem pessoas que a sentem e conseguem aproveitar de sua raiva para tomarem medidas melhores e evoluírem; outras, se aproveitam da situação, esperneiam e sempre se acham no direito de gritar com qualquer pobre ser humano, ou não humano, que cruze seu caminho.
No entanto, o que quero demonstrar é que raiva é um sentimento pontual, que em dado momento se assemelha um balão que devido ao tempo já não mostra a mesma vivacidade que outrora tinha quando recém cheio; e que ao tentar estourar, você crava as unhas e aperta, nem sempre estoura de pronto, mas com um pouco mais de pressão, ele sucumbe e estoura. Estoura mesmo que haja uma criança que se assuste com o barulho e chore procurando o colo de sua mãe, por exemplo.
Não estou dizendo que devemos reprimir a raiva. Se ela existe, é por que há uma razão, ela é necessária para a nossa saúde emocional. O que estou querendo é provocar uma reflexão sobre como podemos tentar pensar antes da raiva nos levar a fazer coisas que possamos nos arrepender.

Love,                               
Tallyta

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Papo de Lince: Perda da Fé nas pessoas


Hoje, 01 de Fevereiro de 2017, aconteceu uma coisa bem chata. Meu irmão, muito coração mole que é, sempre que possível, quando uma pessoa bate à nossa porta pedindo comida, e não dinheiro, ele faz o possível para ajudar.
Hoje um rapaz pediu comida (como é muito comum aqui onde moro); com pena, ainda mais por que ele estava acompanhado de um filhote de cachorro, meu irmão deu comida ao rapaz e colocou um pouco de ração ao filhote. Minutos depois, eu já estava no quarto, quando começo a ouvir pessoas falando muito alto na rua, como se estivessem discutindo. 
Ao sair pra ver o que estava acontecendo, me deparo com a polícia abordando o mesmo moço na frente da minha casa. Segundo os policiais, ele era “arrombador de casas” e havia jogado pedra em uma loja de rede de “fast food” minutos antes à abordagem policial, além de ter invadido um restaurante que fica próximo uma semana antes. O policial informou que os delitos eram frequentes e ainda falou alto na rua, se dirigindo ao meu irmão, que não apareceu na porta, que “QUEM DÊ COMIDA A ELE QUE AGUENTE OS ASSALTOS DEPOIS”.
Detalhe: O cachorro que o acompanhava era cria da cadela que pertence ao meu vizinho, que o  rapaz havia acabado de furtar.
Depois do que ocorreu, percebi que meu irmão ficou muito triste e repetindo que ele ainda saiu como errado na história toda. Isso tudo me leva ao pensamento de que estamos perdendo a fé nas pessoas e a culpa é inteiramente nossa; dificilmente você acredita no próximo, mas a questão ainda pode ser mais delicada, pela simples razão de que não temos como saber o que passa no coração do outro. Está ficando cada vez mais difícil ser solidário, tentar ajudar o próximo, por que há muitas pessoas querendo tirar vantagem disso, se aproveitando do estado de vulnerabilidade comum a muita gente por aí.
Nós, as pessoas de bem, não conseguimos, eu particularmente, entender o que passa na cabeça de um assaltante, um homicida, um estuprador; mas o fato é a sensação de insegurança é constante por que a maioria dessas pessoas está solta por aí e nós ficamos trancados em casa atrás de muros, grades, cadeados, cercas elétricas e câmeras de vigilância.
Saio na rua com medo de ser a próxima vítima. Se percebo uma moto, bicicleta, ou pessoas suspeita se aproximando, já fico nervosa, com taquicardia, com aquela sensação de que todo o calor do meu corpo está se esvaindo, que vem do dedo do pé até o último fio de cabelo, procurando onde posso me esconder. Tudo isso em segundos; até que seja abordada e levem de mim o que conquistei, ou que meus pais conquistaram, com o suor de um trabalho digno, apenas com um simples comando e o levantar de braço apontando para mim um objeto de metal capaz de me calar, destruir vidas, derramar lágrimas e gerar revolta com único movimento do dedo indicador. A partir daí me questiono: Como as pessoas se tornam assim? Quão frágil é a vida humana? Como nos tornamos assim? Como nos tornamos pessoas desconfiadas, que “devem” ser egoístas e se preocupar apenas com o seu. E o outro?
Eu fico muito feliz em ajudar as pessoas, mas acabo ajudando os que eu conheço das necessidades, dos problemas, por que sempre fica aquela pulga atrás da orelha que te deixa na dúvida se você está sendo enganado, se aquela pessoa quer te machucar.

Perdemos a fé nas pessoas, é o que eu concluo. Seria tão mais simples viver sem essas desconfianças, mas também se fosse tão simples, não seria uma comunidade de seres humanos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Resenha: A geografia de Nós Dois

Autora: Jennifer E. Smith
Ano: 2016
Editora: Galera Records
Epub com 238p


“Queria que você tivesse aqui”


A HISTÓRIA....

 “Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram — presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em “A Geografia de Nós Dois”, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.


“Acho... que estamos no centro exato do mundo como um todo”


O QUE ACHEI...

Cheguei ao livro por uma indicação da Melinda (Youtuber) e confesso que esperava mais, mas é o que eu sempre digo, “Crie um gato, mas não crie expectativa”.
A história pra mim precisava de alguma movimentação, a descreveria como apática, muito linear. O início do livro te faz crer que a história vai ter muitas reviravoltas, emoções, mas não. Sem falar que a divisão dos capítulos não me agradou. Sinceramente, um capítulo com 5 linhas não pode ser a emoção de um livro. Além disso, os personagens não tem força, a meu ver, não é o tipo de obra que indicaria a leitura.
Em algumas resenhas as pessoas o descrevem como muito fofo, o que eu também não vislumbrei. A autora alterna as perspectivas pelos capítulos, mas não consegue criar uma conexão entre as partes, nem fazer com que me apegasse aos personagens, foi bem difícil concluir a leitura.
Enfim, não é um livro horrível, dá pra ler, mas não foi uma leitura prazerosa ou que eu repetiria.






quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lamentos de um 12 de Janeiro

     
Hoje presenciei uma cena que embora possa ser ainda comum, não a descaracteriza como decepcionante (sendo bem simpática quanto ao adjetivo da situação). Uma moça grita com outra dizendo estar incomodada por estar em um ônibus lotado e a "carvão", como ela se referiu à outra mulher, estaria encostando nela. Em um ato de defesa, a mulher ofendida responde  (grita) que se a discriminadora quisesse folga que fosse ao seu destino de táxi.

      Diante da situação, vários outros passageiros mostraram-se incomodados e começaram a proferir também insultos à discriminadora. Foi aí que ela resolveu se deslocar ao outro lado do ônibus, mas no caminho continuou gritando frases racistas à moça que já houvera ofendido.

      A situação me toca pelo simples fato de eu não entender o que leva uma pessoa a achar que pelo fato de estar ao lado de um negro, estaria sendo "incomodado"; ou ainda achar que dizer que uma pessoa é negra é uma ofensa. Em pleno século 21, com todas as hipóteses legais  que abarcam o racismo, com todas as campanhas de conscientização, as pessoas ainda pensam discriminatoriamente.

      Minha opinião é de que essa mulher que ofendeu a outra moça dentro do coletivo é daquelas que quando questionadas, dizem veementemente que não são preconceituosas, mas que na prática são sujeitos de atitudes deploráveis e lamentáveis como a que descrevi a pouco.

       

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Playlist de Junho

Confesso que não sou muito movida a música, mas sempre tem aquelas que você poderia colocar no repeat e ouvir o dia todo. Selecionei as minhas preferidas de Junho. Aviso logo que não necessariamente são novas. São apenas as que estou mais viciada.

1. Ela só quer paz - Projota




2. Coisa Linda - Tiago Iorc




3. Send my Love - Adele




4. Que Sorte a Nossa - Matheus e Kauan




5. Me Espera - Sandy feat. Tiago Iorc



quarta-feira, 27 de abril de 2016

Yes, we can


Rotular é estigmar um paradigma pontual, seria estabelecer o que é ideal, o que é certo.  Mas a grande questão é quem somos nós para estabelecer esse tipo de coisa?
Algumas rotulagens me deixam bem pensativa e decepcionada:

DA SÉRIE “VOCÊ É LINDA, MAS...”

1.  Por que não emagrece?

Me chateia e me entristece as pessoas acharem que preciso ser magra pra ser feliz. Desde quando seu grau de felicidade é proporcional ao seu peso. O meu peso não é questão minha? Emagrecer é uma opção minha seja lá qual for o motivo, não necessariamente por estar com a autoestima baixa, ou coisa do gênero. Quando que as pessoas vão entender isso? Emagrecer para me achar MAIS bonita não quer dizer que eu seja feia, que você esteja feia. Quer dizer que você quer ficar melhor ainda.

2.  Por que não alisa o cabelo? É bem mais profissional

Me diga qual a relação do cabelo com a sua competências profissional? É certo que cada profissão exige uma vestimenta, uma aparência. Mas qual a razão do cabelo cacheado mostrar que você não é profissional? Ele faz parte da sua identidade. Se se sente feliz com ele ao natural, seja linda; se não se sente, alisa, seja linda da mesma forma.
Demorei um pouco a gostar do meu cabelo como ele é. Quando criança a tendência era sempre buscar alternativas para “baixar o volume”. Hoje, a meu ver, os cabelos cacheados mais bonitos são os volumosos. Por que preciso ficar refém de salão de beleza e química no cabelo, se posso ser livre? Livre da chapinha, da escova progressiva? Mas quero deixar claro que essa é a minha posição,  eu gosto do meu cabelo do jeito que ela está, mas cada um é cada um.
Não julgo quem faz esses tratamentos que eu supracitei, as pessoas precisam parar de querer impor o que é certo ou errado, o ser humano e capaz de decidir sozinho seus gostos, o ser humano é particular. Se um dia eu resolver alisar o meu cabelo, é uma escolha minha, só cabe a mim definir se quero, ou quando eu quero.

3.  Por que tá solteira?  Vai procurar um namorado

Essa é uma pergunta que mais me persegue:

“Tallyta, você é tão linda, inteligente, cadê teu namorado?”

Não entendi por que a exemplificação da completude, quer dizer, por que que pra vida estar completa é necessário um namorado. Não vejo o mínimo problema em ter um namorado, que isso fique bem claro, ao contrário, estamos aceitando currículos..kkk..  Mas qual a razão de não deixar o tempo agir como ele queira? Acredito que tudo tem a sua hora.
Pra ser bem sincera, nunca tive um namorado. Nunca tive uma vida em que estava namorando, mas posso dizer que a vida sem namorado não é ruim. Ainda não tenho pressa. Não sou o tipo de pessoa que sai por aí pegando geral, tem mil namorados, paqueras; nada contra, inclusive. Volto a repetir que cada um faz aquilo que lhe faz feliz.

DA SÉRIE “VOCÊ É...”

1.  Mulher pra casar

Quantas vezes já ouvi isso de amigos? Não consigo nem contar. Por que se prefiro passar meu tempo livre em casa, estudo feito uma condenada, não fico “curtindo a vida” por aí, sou o “tipo” pra casar? Será que se hoje resolver que quero ir pra balada, sair todo final de semana, começar a beber, deixo de ser o tipo certo pra casar? Sou melhor que alguém apenas por minhas preferências? “BELA, RECATADA E DO LAR”

2.  Muito inteligente e independente, isso assusta os homens

Acho que tenho que reformular essa frase, isso assusta os covardes, os inseguros. Acordem, pessoas! Século XXI! 2016!
É cada vez mais comum mulheres muito inteligentes e independentes. Isso realmente ainda assusta os homens? São tão inseguros assim? O máximo que pode acontecer, como em qualquer situação, é um não. Faz parte do dissabor do dia-a-dia

Quer dizer que tenho que escolher entre uma vida amorosa e o sucesso profissional? E ser quem eu sou, quem nós somos? Fortes, guerreiras e mulheres, acima de tudo? Preciso me fazer de frágil e meiga pra chamar atenção de alguém? Quanta maturidade