quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lamentos de um 12 de Janeiro

     
Hoje presenciei uma cena que embora possa ser ainda comum, não a descaracteriza como decepcionante (sendo bem simpática quanto ao adjetivo da situação). Uma moça grita com outra dizendo estar incomodada por estar em um ônibus lotado e a "carvão", como ela se referiu à outra mulher, estaria encostando nela. Em um ato de defesa, a mulher ofendida responde  (grita) que se a discriminadora quisesse folga que fosse ao seu destino de táxi.

      Diante da situação, vários outros passageiros mostraram-se incomodados e começaram a proferir também insultos à discriminadora. Foi aí que ela resolveu se deslocar ao outro lado do ônibus, mas no caminho continuou gritando frases racistas à moça que já houvera ofendido.

      A situação me toca pelo simples fato de eu não entender o que leva uma pessoa a achar que pelo fato de estar ao lado de um negro, estaria sendo "incomodado"; ou ainda achar que dizer que uma pessoa é negra é uma ofensa. Em pleno século 21, com todas as hipóteses legais  que abarcam o racismo, com todas as campanhas de conscientização, as pessoas ainda pensam discriminatoriamente.

      Minha opinião é de que essa mulher que ofendeu a outra moça dentro do coletivo é daquelas que quando questionadas, dizem veementemente que não são preconceituosas, mas que na prática são sujeitos de atitudes deploráveis e lamentáveis como a que descrevi a pouco.

       

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Playlist de Junho

Confesso que não sou muito movida a música, mas sempre tem aquelas que você poderia colocar no repeat e ouvir o dia todo. Selecionei as minhas preferidas de Junho. Aviso logo que não necessariamente são novas. São apenas as que estou mais viciada.

1. Ela só quer paz - Projota




2. Coisa Linda - Tiago Iorc




3. Send my Love - Adele




4. Que Sorte a Nossa - Matheus e Kauan




5. Me Espera - Sandy feat. Tiago Iorc



quarta-feira, 27 de abril de 2016

Yes, we can


Rotular é estigmar um paradigma pontual, seria estabelecer o que é ideal, o que é certo.  Mas a grande questão é quem somos nós para estabelecer esse tipo de coisa?
Algumas rotulagens me deixam bem pensativa e decepcionada:

DA SÉRIE “VOCÊ É LINDA, MAS...”

1.  Por que não emagrece?

Me chateia e me entristece as pessoas acharem que preciso ser magra pra ser feliz. Desde quando seu grau de felicidade é proporcional ao seu peso. O meu peso não é questão minha? Emagrecer é uma opção minha seja lá qual for o motivo, não necessariamente por estar com a autoestima baixa, ou coisa do gênero. Quando que as pessoas vão entender isso? Emagrecer para me achar MAIS bonita não quer dizer que eu seja feia, que você esteja feia. Quer dizer que você quer ficar melhor ainda.

2.  Por que não alisa o cabelo? É bem mais profissional

Me diga qual a relação do cabelo com a sua competências profissional? É certo que cada profissão exige uma vestimenta, uma aparência. Mas qual a razão do cabelo cacheado mostrar que você não é profissional? Ele faz parte da sua identidade. Se se sente feliz com ele ao natural, seja linda; se não se sente, alisa, seja linda da mesma forma.
Demorei um pouco a gostar do meu cabelo como ele é. Quando criança a tendência era sempre buscar alternativas para “baixar o volume”. Hoje, a meu ver, os cabelos cacheados mais bonitos são os volumosos. Por que preciso ficar refém de salão de beleza e química no cabelo, se posso ser livre? Livre da chapinha, da escova progressiva? Mas quero deixar claro que essa é a minha posição,  eu gosto do meu cabelo do jeito que ela está, mas cada um é cada um.
Não julgo quem faz esses tratamentos que eu supracitei, as pessoas precisam parar de querer impor o que é certo ou errado, o ser humano e capaz de decidir sozinho seus gostos, o ser humano é particular. Se um dia eu resolver alisar o meu cabelo, é uma escolha minha, só cabe a mim definir se quero, ou quando eu quero.

3.  Por que tá solteira?  Vai procurar um namorado

Essa é uma pergunta que mais me persegue:

“Tallyta, você é tão linda, inteligente, cadê teu namorado?”

Não entendi por que a exemplificação da completude, quer dizer, por que que pra vida estar completa é necessário um namorado. Não vejo o mínimo problema em ter um namorado, que isso fique bem claro, ao contrário, estamos aceitando currículos..kkk..  Mas qual a razão de não deixar o tempo agir como ele queira? Acredito que tudo tem a sua hora.
Pra ser bem sincera, nunca tive um namorado. Nunca tive uma vida em que estava namorando, mas posso dizer que a vida sem namorado não é ruim. Ainda não tenho pressa. Não sou o tipo de pessoa que sai por aí pegando geral, tem mil namorados, paqueras; nada contra, inclusive. Volto a repetir que cada um faz aquilo que lhe faz feliz.

DA SÉRIE “VOCÊ É...”

1.  Mulher pra casar

Quantas vezes já ouvi isso de amigos? Não consigo nem contar. Por que se prefiro passar meu tempo livre em casa, estudo feito uma condenada, não fico “curtindo a vida” por aí, sou o “tipo” pra casar? Será que se hoje resolver que quero ir pra balada, sair todo final de semana, começar a beber, deixo de ser o tipo certo pra casar? Sou melhor que alguém apenas por minhas preferências? “BELA, RECATADA E DO LAR”

2.  Muito inteligente e independente, isso assusta os homens

Acho que tenho que reformular essa frase, isso assusta os covardes, os inseguros. Acordem, pessoas! Século XXI! 2016!
É cada vez mais comum mulheres muito inteligentes e independentes. Isso realmente ainda assusta os homens? São tão inseguros assim? O máximo que pode acontecer, como em qualquer situação, é um não. Faz parte do dissabor do dia-a-dia

Quer dizer que tenho que escolher entre uma vida amorosa e o sucesso profissional? E ser quem eu sou, quem nós somos? Fortes, guerreiras e mulheres, acima de tudo? Preciso me fazer de frágil e meiga pra chamar atenção de alguém? Quanta maturidade

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Top 5 Iivros de 2015



Hoje, pra quem não sabe, dia 07 de janeiro, um dia antes do dia mais importante do ano (Kkk), é o dia do leitor.. E claro, óbvio, inequivocadamente, que eu não ia deixar passar batido. Nessa assertiva, devo dizer que vim fazer o top5 livros do ano... Se você leu o post dos melhores do ano, sabe que elegi o 'Beleza Perdida' da Amy Harmon como o meu preferido, mas o top 5 vai além desse livro maravilhoso que amei de corpo, alma, real oficial.

Bom, vamos aoTOP5

Na quinta posição está o livro " A herdeira" (meu livro de n. 29), da série 'A seleção', da Kiera Cass. Devo dizer que gostei bastante de toda série 'A seleção', principalmente por não ser um "conto de fadas da Disney". A meu ver, ' a herdeira' quebra ainda mais com esse paradigma e mostra, mesmo diante um ambiente, de certa forma, machista, a evolução para um empoderamento feminino, que se alastra, inclusive, pra as ficções de 'histórias de princesas'.



Na quarta posição trago " As batidas perdidas do coração" (meu livro de n.79), da Bianca Briones. Também faz parte de uma série e conta uma história um pouco conturbada em que mostra como dois opostos se atraem e podem se fazer bem. É um livro que tem um fundo moral e reflexivo, além de a autora relacionar cada capítulo com uma música. Amei essa ideia.


Na terceira posição, "A rainha vermelha" ( n.34) , da Victoria Aveyard. É minha escolha pra essa posição, por que é a minha aposta para o futuro das ficções fantásticas, inclusive no que tange a indústria cinematográfica, é uma história diferente em meio a clichês, é original, embora análoga à realidade. Acho que tem uma crítica muito boa, sem ser tão evidente e tão escrachada.



Na segunda posição, o livro mais fofo ever, "Simplesmente acontece" (n. 59), da Cecelia Ahern (mesma autora de P.S. Eu te amo), que é simplesmente lindo, e simplesmente me encantou. Esse livro chama muito a minha atenção, por que a história é muito simples, muito realística. Não há grandes invenções, grandes tramas, apenas um destino que não deixa que simplesmente aconteça, mas que inevitavelmente simplesmente vai acontecer, se é que conseguiram me entender. Confesso que o final poderia ter sido melhor, mas PACIÊNCIA, não é mesmo?!

Na primeiríssima opção, está meu love, amor, paixão, o fofo, o belíssimo, "Pra onde ela foi" , continuação de 'E ela se foi' , da Gayle Forman. Amo tanto esse livro que já o li 4 vezes somente esse ano. É narrado do ponto de vista do Adam, mas ao contrário das adaptações recentes do ponto de vista masculino, não é a visão apenas a visão dele de toda a história contada na primeira obra, também incluí a continuado do romance. Tudo isso de uma maneira muito sensível, bem detalhada. Sou fascinada!

Papo de Lince - TIPOS DE PARABÉNS


Costumam me dizer que tenho opinião pra tudo, resposta pra tudo, e que, além disso, não gosto de nada. Na verdade, não é tão bem assim, diria que apenas tenho meu jeito para as coisas e gosto de fazer observações pontuais sobre os fatos.
Para comemorar meu aniversário (21 aninhos) vou começar uma nova vertente do blog, que é o papo de lince.
E no primeiro papo de lince quero falar de “TIPOS DE PARABÉNS”

“TIPOS DE PARABÉNS”

A alguns anos deixei de fazer festa de aniversário e essa coisa toda de parabéns pra você nessa data querida. Não que eu não goste do meu aniversário, só prefiro evitar esse tipo de coisa, por motivos de constrangimento e um trauminha de infância. Pois bem, o fato é que comecei a observar mais em como as pessoas te desejam felicitações no dia em que você completa mais um ano de vida. E analisando isso, você começa a perceber as diferenças e as proporcionalidades das amizades de acordo com cada tipo de felicitação que você recebe.

O primeiro é o ‘conhecido bacana’... Aquele até gosta de você, te acha uma pessoa bacana, resumindo, não tem nada contra. Essa pessoa fica sabendo do teu aniversário pelo facebook e é o que manda aquela clássica mensagem: “Parabéns, felicidades, muitos anos de vida, paz, saúde”, quase um texto de feliz ano novo.


O segundo é o 'conhecido que se acha amigo'. Ele fica sabendo do teu aniversário no facebook, mas quer te impressionar, daí ele pega aquela mensagem pronta, daquele site de textos, na aba de “textos para aniversário” e te envia achando que tá abalando a boca do balão, embora, convenhamos, a intenção é boa, ele teve o trabalho de ir lá e fazer um ctrl C e ctrl V e tudo mais. (agrega valor)



O próximo é o 'Vai com as outras', só copiam a MESMA MENSAGEM que outra pessoa do grupo já postou lá. (boring)

O outro é o 'empolgado do wpp', aquele que troca a imagem dos grupos no whatsapp, troca o nome. E se ele for muito seu amigo, muda de TODOS os grupos que vocês estiverem juntos.


Empolgado do wpp


Tem também o amigo 'tímido do peito'. Aquele que manda mensagem no privado, cheio de piadas internas, com um texto que ele fez, se preocupando com vários detalhes. (Se eu fiz isso com você pode apostar que você tá no ♥)

Mas aí tem o 'amigão mídia', que pode ser palhaço ou fofo, aquele que posta aquela foto escrota (palhaço) em você tá toda torta, fazendo careta, mas faz um texto bem ‘cute’ e piegas, mas beautiful; e aquele que posta uma foto de vocês juntos e coloca um texto bem ‘cute’ também.

Ainda tem quando a pessoa te liga, seja parente ou amigo, e ficam te desejando parabéns, felicidade, enquanto você com aquela cara de meio sorriso, apenas agradece e fica morrendo de vergonha, pelo menos eu sou assim. Mas gosto quando me ligam!


Aí tem aquele que vai até a sua casa só pra te dar um abraço (Pode acreditar, esse te ama).

Ainda tem aquele parabéns nos 45 dos segundo tempo, o famoso parabéns vou atempo, aquele em que a mensagem é enviada de 23:30 a 23:59.. Fora os atrasados

Em suma, o que vale é a intenção e completar mais um ano de vida sempre é bom.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Sobre 2015... Metas para 2016



Hello, people

Sei que estou sumida, mas é que tudo tá uma correria, mas adoro escrever pro blog e espero continuar escrevendo por muito tempo.

Bom, 2015 foi um ano sensacional, afinal, foi o ano que decidi tocar o blog de maneira mais assídua (preciso melhorar esse meu conceito...kkk). Mas foi um ano em que consegui cumprir muitas metas e que pude analisar e visualizar inúmeros outros objetivos que espero que estejam mais perto do que eu posso imaginar.

Do ponto de vista do blog, bati a meta dos 100 livros lidos (Meta 2015 1 -> a), com muito orgulho e felicidade, além de ter conseguido deixar o blog um pouco mais parecido comigo. 

Sob o prisma pessoal, consegui me enturmar mais no meu curso, mostrar minha versatilidade, além de um estágio (Meta 2015 nº2 -> a) e de me dedicar mais ao que almejo dentro da carreira jurídica.

Para 2016, no âmbito de formação profissional e afim, espero conseguir ler 30 livros de direito. Ainda como meta para o próximo ano, espero melhorar minhas habilidades linguísticas em outros idiomas, especialmente inglês (sou péssima), e ainda espero conseguir fazer cursos paralelos que envolvam a minha área de graduação, pretendo realizar pesquisa científica e entrar em um núcleo de estudo.

Para o blog, quero comprar um domínio e espero ler 30 livros de ficção, mas pretendo mudar um pouco meu âmbito de leitura; em 2015, foquei muito em romances e para 2016 espero diversificar um pouco mais. Ainda espero melhorar minhas habilidades e dicas de maquiagem e aumentar minhas postagens sobre cabelo. Ainda não tenho certeza se vou entrar para o youtube (mas quem sabe).

Bom, então é isso... Que venha 2016, que traga muitas coisas boas e que consiga cumprir, ao menos, metade do que estou planejando (kkkkk).


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

HUNDRED


Lembro-me de quando para ler Harry Potter, na 7ª série, demorei 3 meses só consegui chegar à metade do livro. Não sei ao certo o porquê, ou o motivo dessa aversão aos livros naquela época, nunca lia os paradidáticos da escola, sempre dava meu jeito pra enrolar a professora (mas deixa em off essa parte). Sempre fui mais próxima dos números, do cálculo, lidar com pessoas, liderar etc. mas chegou uma hora que simplesmente me deu vontade e voilà..  Desencantei...

Meu pai sempre gostou de inventar coisas, brincadeiras que nos incentivassem de alguma forma. Certa vez criara um clube do livro, em que junto com outras crianças da minha rua, competíamos para saber quem, em determinado tempo, lia mais livros e apresentava os resumos dos mesmos. Foi aí que li metade do Harry Potter, assim, nem preciso dizer que não fui eu quem ganhou. (Hi Hi)

A partir daí sempre colocava nas minhas metas de ano novo: “Ler mais livros”, mas quantos de nós realmente cumpre as metas de começo de ano? Bem, eu dificilmente. Devo dizer que toda paixão por leitura começou em fevereiro deste ano ao ler o mais famoso livro do John Green, mas também não sei ao certo o porquê, ou o motivo.

Alguns me julgam por ter lido, na grande maioria, romances, mas peguem leve comigo, ué! 100 livros são 100 livros. Por que julgar o bom e velho romance?

Comecei, então, a buscar mais e mais autores, descobri aqueles pelos quais me encantei, com as escrita e a capacidade de me envolver com a sua arte. Bianca Briones, Cecelia Ahern, E.L. James e vários outros.

Atingi a meta desse ano e já tenho outras metas em mente, mas quem sabe, não é mesmo? Posso querer escrever meu próprio romance, ler livros diferentes, trabalhar em resenhas informativas temáticas me baseando nos livros que vou lendo, continuar lendo os mesmos romances.

Ler mais me ajudou em algo inquestionável, a leitura, pra mim, muda a perspectiva da realidade, você passa a ter uma visão mais leve das coisas, consegue ver além do óbvio...